Impactos da dengue na saúde pública brasileira
Enviada em 25/09/2024
O Sistema Único de Saúde (SUS) foi uma grande invenção que aprimorou a pers-pectiva salutar dos brasileiros, fato que estabilizou o organismo social. Em contra-partida, nota-se que, no Brasil hodierno, esse panorama de estabilidade salubre passa por graves turbulências, uma vez que a dengue impede a plenitude fisiológi-ca do coletivo. Dessa forma, a fim de atenuar a crise, faz-se pertinente averiguar essas pertubações. que são as seguintes: a sobrecarga dos postos de tratamento e a impossibilidade da vigilância estatal.
Diante desse cenário, deve-se argumentar que essa doença parasita a infraestru-tura médica, o que exaure as suas forças de atuação. Em referência a essa alega- ção, infere-se, ao dialogar com o livro “Fundamentos da Biologia Moderna”, que o combate a dengue constitui um desafio permanente, visto que ela é clasificada como endêmica, categoria caracterizada pela sua perduração, em certas regiões, ao longo de um grande tempo. Nesse conjuntura, parcela da verba pública é cap-tada por essa enfermidade e boa parte dos leitos são constatemente obstruídos por crises cíclicas, características das endemias. Assim, prova-se que a patogenia em questão furta os esforços das estruturas públicas de saúde.
Ademais, evidencia-se que a crise discutida impõe a obrigação de um monitora-mento governamental inviável. A respeito disso, sabe-se, com base na Zoologia, que o vetor do vírus da dengue é um mosquito, criatura dotada do ciclo larval. Nes-sa condição, o ser vivo necessita de um corpo hídrico adequado para a deposição de sua prole, recurso esse que lhe pode ser inviabilizado através da ação humana. Entretanto, para que essa medida profilática se concretize, é preciso que qualquer espaço que torne viável esse tipo de reprodução seja vislumbrado pelos agentes públicos, ação que é quase impossível sem o auxílio do corpo social.
Em suma, é indubitável afirmar que a dengue caracteriza um grande impecilho para a saúde nacional. Dito isso, torna-se dever do Estado, encarregado pela garan-tia dos direitos civis, reforçar as estruturas hospitalares, por meio de maiores verbas, intuindo reduzir o impacto cíclico nas capacidades médicas. Além disso, cabe a mídia, responsável pela veiculação de informações públicas, incentivar a adesão popular ao monitoramento, tornando-o viável. Assim, atenuar-se-á a crise.