Impactos da dengue na saúde pública brasileira
Enviada em 10/10/2024
A Constituição Federal de 1988 estabeleceu que é dever do Estado promover à
saúde da população. Entretanto, os impactos gerados pela dengue no Brasil sina-
lizam a necessidade de melhorias. Com efeito, a lotação das Unidades de Pronto
Atendimento (UPAs), e o risco de óbito integram esse quadro.
De início, cabe ressaltar que os casos de dengue impactam o sistema público de
saúde. Nesse viés, o portal de notícias “Brasil de Fato” noticiou que o Distrito Fede-
ral, no início de 2024, registrou UPAs lotadas, falta de médicos e aproximadamente 17 mil casos de dengue. Com isso, somado à sobrecarrega exercida sobre os pro-
fissionais de saúde, muitos pacientes, além de enfrentar os sintomas da doença
(febre alta, dores musculares, entre outros), precisam lidar com longas horas de espera para serem atendidos, de modo a acarretar o aumento do mal-estar.
Além do exposto, o risco de óbito provocado pela dengue, certamente, impacta
à sociedade. Nessa ótica, o Ministério da Saúde registrou, aproximadamente, 5 mil
mortes causadas pela doença em 2024. Sendo assim, a gravidade do cenário e a
necessidade de contenção ficam evidentes, tendo em vista que a proliferação da patologia coloca a saúde pública em xeque, especialmente, no que tange os grupos
de risco (crianças, idosos, gestantes, entre outros).
Em suma, as lideranças políticas do país (ativistas e estudantes) devem, por meio
dos canais de comunicação e de movimentos sociais, disseminar na sociedade as
melhores maneiras de conter a propagação da doença, de modo a erradicar a pa-
tologia do cenário brasileiro. Também, devem cobrar do governo federal maiores investimentos no sistema de saúde público, para que os pacientes sejam ampa-
rados de forma adequada pelas UPAs.