Impactos da dengue na saúde pública brasileira
Enviada em 30/10/2024
De acordo com Simone de Beauvoir, filósofa francesa, “o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Nesse sentido, nota-se que a afirmação da pensadora se concretiza no Brasil, haja vista que a conscientização social quanto os impactos da dengue na saúde pública é um entrave social banalizado pela contemporaneidade. Logo, convém ressaltar que essa realidade ocorre por conta da negligência governamental e da má influência midiática.
É lítico postular, a princípio, que o descaso do governo contribui para a perpetuação desse problema. Nesse viés, segundo o “Contrato Social”, proposto pelo filósofo inglês John Locke, o Estado tem dever de garantir o bem-estar social e os direitos dos cidadãos. Todavia, no país, essa ideia não se faz presente, uma vez que as autoridades estatais não promovem políticas eficazes, como melhorar a distribuição de vacinas e aumentar o controle de mosquitos transmissores, para promover a diminuição das consequências geradas pela doença. Portanto, fica claro que esse cenário precisa ser revertido.
Outrossim, é válido ressaltar que os meios de comunicação criam obstáculos para a superação desse empecilho. Nessa perspectiva, segundo Pierre Bourdieu, sociologista francês, “o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão”. Diante de tal exposto, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população sobre como se prevenir contra a dengue, influencia na consolidação e persistência do problema. Então, é indubitável que deve haver uma melhora no nível de informação oferecido pelas redes.
Diante dos fatores supracitados, fica evidente que medidas devem ser tomadas para solucionar esse revés. Para isso, o Ministério da Saúde - responsável por implementar políticas públicas voltadas à proteção da saúde da população - deve promover campanhas educativas sobre prevenção da dengue, através de palestras nas escolas, para que os cidadãos tenham acesso aos cuidados necessários. Ademais, os influenciadores precisam incentivar o uso de produtos, como o repelente, que auxiliem na proteção contra essa enfermidade. Somente assim, a sociedade ficará desabituada a esse cenário.