Impactos da dengue na saúde pública brasileira

Enviada em 30/10/2024

O documentário “Dengue: A Realidade de uma Epidemia” expõe o cenário alarmante da doença no Brasil, revelando as más condições sociais e políticas que favorecem sua proliferação. Sobre tal problemática, percebe-se que a presença dessa questão na saúde do país se mantém devido à insuficiência legislativa, em conjunto com a moradia precária da população.

Inicialmente, é crucial salientar que o Estado tem um papel fundamental na redução da propagação da dengue. Visto que, de acordo com a Constituição Federal de 1988, “a saúde é direito de todos e dever do Estado”. Todavia, apesar de ser um dever do governo, as ações tomadas têm sido insuficientes, refletindo a falta de investimentos em recursos. Conforme dados do Sistema Único de Saúde (SUS), há uma taxa de 688.461 casos prováveis para cada 100 mil habitantes, dos quais 5.561 são considerados graves e com risco de letalidade, o que evidencia a falha do governo em cumprir seu papel de garantir a saúde pública.

Ademais, vale ressaltar que a situação precária de moradia de boa parte dos cidadãos brasileiros contribui para a perpetuação dessa doença. Uma vez que a falta de infraestrutura e serviços básicos de saneamento cria condições favoráveis para a reprodução do mosquito transmissor da doença. Nesse sentido, segundo o portal de notícias G1, fatores como escassez de água, esgoto inadequado e coleta de lixo ineficiente favorecem o acúmulo de água parada, essencial para o desenvolvimento das larvas. De modo que essa parcela da população já fragilizada se torne ainda mais vulnerável.

Em suma, é evidente que medidas devem ser tomadas para a prevenção dessa doença. Portanto, o Estado deve se responsabilizar por implementar ações governamentais eficazes que incluam investimentos em infraestrutura e saneamento básico, a fim de efetivar as leis da sociedade que está inserido. Além disso, o poder público, responsável pelo bem-estar da população, precisa melhorar a qualidade da limpeza pública através de investimentos em saneamento básico e infraestrutura nas áreas mais afetadas, visando reduzir os criadouros do mosquito de forma efetiva. Assim, cria-se uma sociedade mais saudável.