Impactos da dengue na saúde pública brasileira

Enviada em 30/10/2024

Na música “Conexões de Máfia”, do músico Matuê, é questionado “Pra que ter vida se não vai ser pra ser vivida?”. Nesse sentido, torna-se explícito a necessidade humana de viver plenamente, todavia isso parece inacessível para os indivíduos que sofrem impactos na saúde devido à contaminação pela dengue, visto que é uma doença altamente contagiosa e possivelmente grave. Dentre tantos razões sobre tal questão, cita-se a educação lacunar e desfoque midiático.

Inicialmente, é lícito postular que a falta de acesso à informação contribui para que o vírus possa evoluir facilmente. Nesse contexto, é nítido que a ausência de conhecimento leva as pessoas a usarem remédios que piora seu estado de saúde. Sob esse viés, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta sobre o uso de anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, devido à presença de propriedades anticoagulantes nesses medicamentos que podem interferir na coagulação do sangue e agravar o risco de sangramentos, já que a dengue causa hemorragias. Logo, o aprendizado deve ser destinado a todos.

Em segundo plano, vale ressaltar que a mídia, ao não dar importância para a problemática, agrava tal impasse. Quanto a isso, um estudo da Universidade de São Paulo (USP), revela que a cobertura midiática se intensifica apenas em períodos de alta incidência da enfermidade. Nesse cenário, a desinformação gerada pela falta de vistorias consistentes pode fazer com que as autoridades deixem de priorizar campanhas medicinais, impactando negativamente a saúde pública, pois apesar de ser uma mazela sazonal, é importante sempre conscientizar a população a respeito da profilaxia, auxiliando no controle e prevenção da doença. Sendo assim, as reportagens devem ser constantes e plenas.

Diante dos fatores supracitados, medidas são necessárias para resolver tal impasse. Para isso, o Ministério da Educação - responsável por promover o ensino de qualidade no Brasil - deve educar os alunos em centros de ensino, por meio de palestras, com o fito de reduzir os efeitos gerados pelo vírus. Além disso, os veículos informativos devem acompanhar e expor a situação patológica. Só assim a vida poderá ser vivida da maneira em que Matuê se propôs a cantar.