Impactos da dengue na saúde pública brasileira

Enviada em 01/11/2024

A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, garante os direitos e o bem-estar da população. Contudo, quando se observa os impactos da dengue na saúde pública brasileira, verifica-se que este preceito é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa forma, essa realidade se deve à inoperância estatal e à falha do sistema de ensino.

Nesse sentido, é fulcral salientar o filósofo Jean Jacques Rousseau, que afirma que é de responsabilidade do Estado o estabelecimento de condições básicas ao promover o bem-estar no âmbito populacional. No entanto, a perspectiva defendida pelo intelectual não se concretiza na realidade hodierna, haja vista que, segundo o doutor em infectologia pela Universidade de São Paulo, Helio Bacha, a sintomatologia da dengue é semelhante à de outras doenças como toxoplasmose e HIV. Consequentemente, a inércia estatal possibilita a falta de informação dessa doença à sociedade. Logo, o poder governamental, ao não efetivar o pensamento de Rousseau, promove tal percalço.

Ademais, é necessário frisar que a falha do sistema de ensino em conscientizar a população é capaz de limitar a própria compreensão de cidadania do indivíduo. Posto isso, é pertinente trazer a frase de Ruben Alves, em que o pedagogo postula “há escolas que são asas e há que são gaiolas”. Isso significa que, caso o aprendizado não promova as pessoas para o conhecimento da realidade na qual estão inseridas, elas não irão assumir a plena defesa pelo coletivo. Dessa maneira, a falha do sistema de ensino deve ser combatida.

Portanto, é necessária uma intervenção sobre os impactos da dengue na saúde pública brasileira. Desse modo, o governo federal, aliado ao Ministério da Saúde, deverá criar campanhas de caráter informativo nas escolas e postos de saúde, por meio também das mídias digitais, a fim de mitigar esse imbróglio.