Impactos da dengue na saúde pública brasileira

Enviada em 22/06/2025

A Constituição de 1988 assegura a saúde como um direito fundamental de todos os cidadãos. No entanto, os impactos da dengue na saúde pública brasileira evidenciam um descompasso entre essa garantia legal e a realidade vivenciada pela população.Esse cenário é fruto da negligência estatal, que resulta em grandes consequências econômicas e sobrecarga no Sistema Único de Saúde (SUS). Assim, ações são necessárias para mitigar esses impactos.

Em primeira análise, a negligência Estatal em relção ao controle dos casos de dengue promove um grande impacto econômico. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Contudo, essa omissão estatal em controlar de forma eficaz a proliferação da doença promove elevados gastos públicos com a saúde e diverge do que é proposto por Hobbes.

Ademais, há a sobrecarga do SUS. De acordo com Émilie Durkheim, a sociedade funciona como um corpo, e quando uma parte está em desequilíbrio, todo o sistema é afetado. Nesse sentido, a alta demanda por atendimentos ocasionada pela doença compromete o funcionamento geral do sistema público de saúde.

Portanto, ações exequíveis são necessárias para mitigar os impactos da dengue na saúde pública brasileira. Para isso, é preciso que o Tribunal de Contas da União destine recursos que, por intermédio do Ministério da Sáude, sejam revertidos em campanhas de conscientização e na atuação de agentes de saúde, com foco na fiscalização de locais propícios à proliferação do mosquito transmissor. Além disso, é necessário disponibilizar mais profissionais da saúde durante os períodos em que a doença se agrava mais. Desse modo, em médio e longo prazo, espera-se a mitigação do problema.