Impactos da dengue na saúde pública brasileira

Enviada em 08/06/2025

O artigo 196 da CF/88 afirma que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado mediante um conjunto de práticas que visam o bem-estar social da população e o acesso público a serviços de qualidade, entretanto, casos de arboviroses, em específico, a dengue, vem crescendo em ritmo alarmante em todo o país, no ano vigente, segundo dados do Ministério da saúde. Embora existam formas de prevenção contra a doença, a mesma prevalece endemicamente na iminência de causar uma epidemia com os seus mais variados sorotipos gerando um impacto negativo na saúde pública tanto devido a uma baixa conscientização populacional sobre as formas de se prevenir quanto às medidas ineficazes do poder público.

A falta de informação acarreta uma baixa adesão na medida em que se ignora ou se ameniza a sintomatologia viral, a qual pode cursar clinicamente desde formas mais brandas até casos mais graves como hemorragias e desidratação com a chamada dengue hemorrágica, com maior potencial de levar ao óbito. Aliado a isso, infelizmente ainda existem criadouros do mosquito desde a cisterna mal vedada nas casas mais simples até o acúmulo de água nas galerias pluviais e logradouros públicos das grandes metrópoles e interiores brasileiros.

Em consonância a isso, o governo não pode ser isento desse grave problema de saúde, visto que é o agente ativo na implantação de políticas sociais, as quais visam o bem-estar e a saúde geral de sua população. Faz- se necessário uma ampla discussão e união sobre o tema, além da intensificação de ações como limpezas e desobstruçoes de corregos, galerias e vias públicas dando um maior escoamento hídrico e desembocadura em mananciais com predadores biológicos para a larva do mosquito.

Com base nisso, necessita-se de uma atuação conjunta entre população e governo a fim de praticar as medidas implementadas, além de o governo incentivar a realização de palestras nas escolas, propagar informações educativas nas redes sociais e estimular a vacinação às faixas etárias apropriadas no SUS. Assim, reduziremos os casos e gastos com internações sobrando mais recursos para serem investidos em outras áreas mais carentes do nosso país.