Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 15/10/2018
A escassez do recurso essencial
Em 2016, a Assembleia Geral da ONU, declarou que o acesso a água potável é um direito humano essencial. Porém, no Brasil contemporâneo, a escassez desse recurso impossibilita que parcela da população desfrute de tal garantia, caracterizando um desafio que deve ser combatido pela sociedade. Desse modo, a má distribuição e o constante desperdício se encontram entre os principais obstáculos.
Segundo o Fórum Alternativo Mundial da Água, FAMA, apenas 10% da água, no Brasil, é destinada ao consumo humano. Isso ocorre, primordialmente, devido, a falta de planejamento na disposição desse recurso no território, no qual 70% é designado para irrigação, agropecuária e indústria. Logo, tal dado está diretamente ligado ao modelo de produção capitalista, que busca incessantemente por lucro, mesmo que, parcela da população, principalmente nos locais mais populosos, sofram constantemente com a crise hídrica.
Ademais, de acordo com a Agência Nacional de Águas, ANA, 40% da água retirada no país é desperdiçada. Nesse contexto, tais perdas ocorrem devido à vazamentos, uso imoderado, roubos, ligações irregulares e falta ou irregularidade das medições. Consequentemente, a carência de água potável é gradativamente agravada.
Torna-se evidente, portanto, que a escassez de água é uma problemática fortemente presente na sociedade brasileira e necessita de métodos para elucidação. Nessa conjuntura, o governo, através no Poder Legislativo, deve criar um conjunto de leis que limitem o uso de água na indústria e agronegócio, visando a priorização do fornecimento igualitário para a população. Além disso, é imprescindível que o Ministério das Cidades crie um projeto de reparação das tubulações hídricas e forneça, nas escolas e centros públicos, palestras para conscientizar a população acerca da importância da preservação de água no planeta. Assim, o direito citado pela ONU será garantido para as próximas gerações.