Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 16/10/2018

A teoria malthusiana, elaborada no contexto da Revolução Industrial, afirmava que o crescimento populacional seria muito maior do que a produção alimentícia, o que seria responsável por uma grande crise. Passados alguns séculos, o desenvolvimento tecnológico invalidou essa tese, porém, a escassez de água se tornou um problema de escala global. Fatores de caráter ecológico e administrativo, nesse contexto, são as principais causas desse fenômeno na contemporaneidade.

É importante pontuar, de início, o descaso generalizado relativo à preservação desse recurso natural. O desperdício por parte da população, somado à contaminação de mananciais e aquíferos por industriais e agricultores, marcam a relação do ser humano com a água. O desastre de Mariana (MG), quando o rompimento de uma barragem contaminou grandes extensões de mar e rio, é um exemplo que ratifica essa irresponsabilidade e aumenta os riscos para o futuro do planeta.

Outrossim, a ineficiência dos governantes eleitos gera incertezas para o futuro da distribuição desse serviço. No Brasil, a seca histórica vivida nos últimos anos descortinou a situação de descaso acerca de medidas para a modernização e/ou construção de novas redes de abastecimento. O aumento populacional, bem como o crescente processo de urbanização, exigem processos de adequação às novas demandas.

É inegável, portanto, a relevância de fatores ecológicos e administrativos para a problemática supracitada. Nesse viés, é dever do Ministério da Educação incluir a matéria Ecologia na grade curricular dos ensinos médio e fundamental. A partir de aulas com biólogos e representantes de ONGs locais, a ideia da medida é formar cidadãos mais conscientes acerca da urgência da preservação de recursos naturais. Ainda, é dever da mídia, em parceria com a população, se organizar para a cobrança de propostas de intervenção dos políticos. Tal proposição deve ocorrer a partir de mobilizações nas ruas e nas redes sociais, com a finalidade de exigir melhorias nos sistemas de abastecimento nacionais e no combate à seca.