Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 03/11/2018
Recurso finito
A formação das primeiras civilizações do mundo só foi possível devido a presença da água, na Antiguidade, o rio Nilo era a base da manutenção da vida no Egito. Apesar disso, atualmente, a poluição antrópica e desperdício contínuo desse recurso propicia o cenário de escassez. Sendo assim, danos a saúde humana e às hidrelétricas brasileiras tornam-se iminentes.
Em primeira análise, deve-se salientar, que com o advento da Revolução Industrial, a utilização da água foi exponenciada, seja nas máquinas a vapor ou até mesmo como matéria prima industrial. Nesse viés, a poluição industrial desse recurso, sem reutilização adequada, reduz drasticamente a quantia de água potável disponível ao cidadão. Logo, a saúde civil corre sérios riscos, pois a falta do insumo hídrico reforça a disseminação da dengue, devido ao estoque de água irregular que muitos cidadãos, por medo da escassez, acumulam em suas residencias.
Além disso, vale parafrasear o pensamento do sociólogo Bauman, que em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’’ ratifica a fragilidade dos laços humanos na atualidade. Sob essa ótica, nota-se a falta de empatia social, visto que, em detrimento lucrativo do agricultor, o desmate de florestas brasileiras são crescentes. Diante disso, as matas estão intrinsecamente relacionadas ao regime de chuvas e, sem elas, a possibilidade da escassez hídrica é evidente. Nesse contexto, a principal matriz energética do pais, as hidrelétricas, tem sua manutenção afetada, logo, danos da falta de energia, como operação de hospitais, podem, inclusive, levar muitos à óbito.
Diante dos fatos supracitados, nota-se, portanto, o dever da União em criar, por intermédio do Legislativo, a ‘‘Lei 50’’ que obrigue todas as industrias do país a reutilizar 50% de seus gastos hídricos, reduzindo-se o desperdício e garantindo água potável ao cidadão. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente deve, por meio de verbas estatais, expandir as áreas de preservação de novas terras, com monitoramento digital, impedindo o desmatamento e garantindo o regime de chuvas, essencial às hidrelétricas.