Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 18/10/2018

Na biologia, a água além de ser considerada solvente universal, também é essencial para vida, sem ela os seres humanos e tantas outras espécies não sobreviveriam, com a escassez desse recurso diversas atividades simples se tornam extremamente complicadas. Atualmente, países já sofrem com a escassez de água e outros correm sérios riscos de entrarem nesse mesmo contexto, sendo necessário uma mudança imediata no modo como esse recurso é utilizado e descartado.

A escassez de água é um fator que afeta à todos, e que dificulta a execução de atividades simples do dia dia, como preparo de refeições e até mesmo a higienização, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) são necessários entre 50 a 100 litros de água por pessoa, por dia, algo que não acontece com significativa parte da população mundial, evidenciando que por mais avançado que a humanidade esteja, algumas pessoas não possuem um recurso primário, direito que é equivalente ao direito a liberdade e o direito a vida com consta na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Outrossim, existem regiões no mundo em que a quantidade de chuva durante o ano é tão baixa que a água pode ser considerada como não renovável, partes da África, Ásia, Índia, são algumas delas, o Brasil por mais que possua uma das maiores reservas de água do mundo, também já sofreu com falta de água, em regiões onde isso não é comum, como no caso de São Paulo em 2014.

Entretanto, muitos problemas dificultam a resolução do impasse. Quando se fala que a água vai acabar, não quer dizer que a água irá desaparecer do planeta ou algo parecido, mas sim que a água potável irá terminar, cada vez mais poluída, como já se observa em grandes cidades onde são despejados milhões de litros de esgoto nos rio, ou até mesmo resíduos de indústrias, que por serem na maioria das vezes produtos químicos tornam a água ainda mais perigosa, de acordo com estudos desenvolvidos pela ONG SOS Mata Atlântica, apenas 11% dos rios brasileiros analisados foram considerados de boa qualidade, enquanto 35% receberam a classificação de ruins e 5% estavam em situação crítica, o restante, 49%, é considerado pela organização como regular.

Portanto, medidas são necessárias para resolução do impasse. Cabe a cada indivíduo ter um pensamento mais coletivo, utilizando a água de forma mais consciente e sem desperdícios, visto que esse é um recurso essencial para todos os tipos de vida. Ademais, é dever dos Estados implementarem formas de tratamento eficiente do esgoto, já que são grandes responsáveis pela poluição de rios, além disso, indústrias que despejam seus resíduos em rios ou lagos devem ser punidas com altas multas e exigido a criação de sistemas que filtrem as impurezas para que devolvam para o meio ambiente matérias livres de toxinas.