Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 18/10/2018

O Brasil é detentor de grande parte das reservas de água potável do mundo: diversos rios na Amazônia, no Pantanal, o rio São Francisco, o Aquífero Guarani, são apenas alguns exemplos do enorme poder hídrico brasileiro. Em contrapartida, tem ainda muito a aprender no tocante ao uso consciente de tal recurso finito. Fatores como o desperdício de água tratada e a falta de fiscalização da exploração de fontes e nascentes hídricas colaboram para o aumento do desperdício que por sua vez irá gerar escassez de tal recurso.

Ainda é comum visualizar pessoas que utilizam água potável para limpar calçadas, lavar carros e irrigar jardins, mais comum ainda é o não fechamento da torneira entre uma atividade ou intervalo e outro. O sociólogo Emily Durkheim afirma em seus estudos que o homem é um produto social do meio em que vive, com isto se ainda são comuns tais visões de desperdício, também será a  perpetuação destas. Portanto, nota-se a necessidade de, por meio da educação, romper esse círculo vicioso, onde o desperdício acarreta ainda mais desperdício.

Água solú, água sulfatada, água magnesiana, nomes que evidenciam a diversidade de águas minerais existentes no País, porém, todas sofrem do mesmo problema: falta de fiscalização efetiva na sua exploração. Os estudos do cientista político niteroiense Roberto DaMatta evidenciam que as ruas são um território hostil onde a ordem só é mantida sob vigilância, aplicando este entendimento à exploração de nascentes hídricas, fica destacada a função do governo em fiscalizar e, eventualmente, punir as pessoas físicas ou jurídicas que desrespeitem os ditames legais e explorem de forma predatória os recursos hídricos nacionais.

Logo, mesmo possuindo grande parte das reservas mundiais da molécula inorgânica mais importante para os seres vivos fica evidenciada a importância do papel estatal em educar seus cidadãos quanto ao uso consciente dos recursos hídricos, bem como, em realizar uma fiscalização efetiva sobre os exploradores de tais recursos, para que atuem sempre dentro da previsão legal. Para  solucionar parte de tal problemática e proporcionar uma maior economicidade do uso de água tratada o governo deve incentivar os cidadãos a instalarem em suas residências sistemas de captação de água da chuva para utilização em serviços onde não seja necessária água potável, valendo-se de parcerias Público-Privadas(PPPs) para reduzir os custos desse processo onde cidadãos, governo e meio ambiente saem ganhando.