Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 19/10/2018
Urgência sustentável
Em 2014 o estado de São Paulo passou pela mais severa crise hídrica de toda a sua história. Nessa mesma região, assim como em muitas outras ao longo de todo o território tupiniquim, são constantes as discussões acerca da poluição de rios e lagos, a exemplo do famoso rio Tietê. Tanto o aspecto das estiagens quanto o dos maus hábitos com as fontes de água caracterizam bases para a discussão a respeito de uma problemática maior, que é a escassez desse recurso natural no século presente.
Em primeiro plano, é necessário frisar a ainda decadente educação brasileira voltada para o uso responsável de recursos hídricos. Um dos principais motivos para isso certamente reside no fato do Brasil ser uma grande referência mundial quanto à posse de grandes bacias hidrográficas. Por outro lado, a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 define a água como um dos direitos irrestritos a todos. Dessa maneira, há uma grande falha, sobretudo nacionalmente, na preservação desse recurso essencial a toda a vida.
Em segundo plano, há de se destacar a enorme poluição de uma considerável parcela de rios e lagos – onde se concentra grande parte da água doce existente no globo –, que ainda é um desafio para a nação verde-amarela. Como uma das principais causas desse problema, é válido destacar o ainda precário – ou mesmo inexistente – saneamento básico encontrado em grande parte do território nacional. Destarte, passa a ser em grande escala a liberação de esgotos em zonas limpas, ocasioando uma série de fenômenos químicos – a exemplo da eutrofização – e, consequentemente, a inutilização de reservas hídricas.
Assim sendo, passa a ser dever do Ministério da Educação, atrelado a Ongs de preservação natural, instituir, por meio de frequentes palestras e debates em salas de aula, o amplo ensino sobre a importância da proteção de recursos hídricos, promovendo, portanto, ações como a reutilização desses. Ademais, é válida a atuação do Estado, junto ao seu Ministério do Desenvolvimento social, em promover a ampliação e melhoria, por meio de intensos investimentos financeiros e sustentáveis, de todo o sistema de saneamento básico, evitando, dessa forma, a poluição do estoque de água potável.