Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 19/10/2018

Pioneiro da Cosmologia, Tales de Mileto acreditava que a água seria o elemento primordial do universo. Atualmente, apesar de o pensamento do filósofo italiano não se mostrar sustentável, sabe-se que a água potável é essencial para a manutenção da vida na terra, e sua falta pode causar consequências devastadoras para a sociedade. A respeito disso, torna-se evidente a desigualdade de acesso, bem como o desperdício hídrico. Com efeito, faz-se necessário um debate entre sociedade e Estado acerca dos impactos da escassez de água no século XXI.

Em primeira análise, é importante sinalizar que a água é um recurso distribuído de forma irregular nos continentes. Aliado a isso, a falta de investimentos das autoridades competentes promove a dificuldade de acesso à água pelas comunidades mais vulneráveis. Nessa perspectiva, segundo relatório da ONU, países pobres consomem menos de 5% da água utilizada pelos países mais desenvolvidos. Com isso, a qualidade de vida dessas populações mais carentes é prejudicada.

Outrossim, é válido salientar que o desperdício de água é um fator que, a longo prazo, pode impactar regiões onde hoje existe abundância. Na perspectiva do ecologista Al Gore, a mudança com relação à preservação dos recursos naturais deve partir de todas as camadas da sociedade, não apenas dos governantes. Diante disso, a abundância temporária pode provocar uma sensação fantasiosa de infinitude hídrica.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para que os efeitos da escassez hídrica sejam minimizados. Para que isso ocorra, o Estado precisa promover políticas públicas de distribuição de água potável entre a população mais vulnerável, por meio de construções de cisternas para a obtenção de águas pluviais, a fim de ampliar a oferta de água potável para regiões com dificuldade de acesso à água encanada. Além disso, a escola deve viabilizar atividades educativas, por meio de aulas expositivas e visitas de campo, a fim de conscientizar os jovens acerca dos efeitos maléficos que o desperdício hídrico pode ocasionar. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora na escassez de água, de modo que as gerações futuras tenham acesso aos recursos hídricos e à qualidade de vida.