Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 19/10/2018

No anime “One Piece” de Eiichiro Oda, uma crise hídrica afetava as terras de Alabasta, principalmente, por questões políticas. Não tão distante da realidade e de forma análoga, no Brasil, atualmente, a escassez de água é uma realidade, seja por falta de investimento em tecnologia para o melhor aproveitamento do recurso, seja pela irresponsabilidade com o saneamento básico. Nesse sentido, convém analisar os impactos da escassez de água e formas de combater essa adversidade.

É indubitável que a ausência de incentivos ao desenvolvimento de tecnologias que visam a melhor utilização dos recursos hídricos é uma das causas do problema. Para Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU até 2016, a água potável e segura e o saneamento adequado são fundamentais para a redução da pobreza e para o desenvolvimento sustentável. Assim, por descaso com o avanço científico na área, percebe-se que um dos maiores impactos da escassez de água, no Brasil, é o subdesenvolvimento de áreas com enorme potencial, como o Nordeste.

Ademais, outro impulsionador do problema é a irresponsabilidade com o saneamento básico. Para Aristóteles, notável filósofo grego, a política é uma ferramenta que deve inibir injustiças e promover felicidade aos indivíduos. Porém, na contramão desse pensamento, o governo brasileiro não cumpre sua função e, tristemente, a falta de água, assim como, a persistência de doenças relacionadas à contaminação de fontes hídricas, como cólera e hepatite A, são uma realidade nas cidades do país.

Fica evidente, portanto, que a irresponsabilidade do Estado é o maior entrave para a resolução do problema. Destarte, cabe ao Poder Público instruir diplomatas para estreitar relações com países que possuam tecnologia avançada no tocante ao aproveitamento de água, como Israel, a fim de que tais avanços sejam utilizados no Brasil. Além disso, é importante que a mídia abra espaço para que a população reclame acerca de problemas estruturais da cidade. Dessa forma, a escassez hídrica deixará de ser uma realidade no país.