Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 20/10/2018
De acordo com a frase do teólogo Leonardo Boff, “os olhos veem a partir de onde os pés pisam”, é importante ressaltar que o consumo desenfreado e sem consciência da água, em sua maioria, por países desenvolvidos e emergentes é consequência de uma política, como retrata Boff, egoísta, já que visa o enriquecimento sem a devida preocupação com os recursos ambientais. Sendo assim, um dos maiores causadores da escassez é a poluição e o desperdício, o que inviabiliza a utilização desse recurso e, por consequência afeta a qualidade de vida da população.
Dessa forma, o contexto de modernidade líquida, desenvolvido pelo filosofo sueco Zygmunt Bauman, o qual explica as relações modernas, sendo elas marcadas pela fluidez e inconstância. Sendo assim, é possível relacionar com a questão dos recursos hídricos, já que que a liquidez contemporânea também é marcada pela constante busca pelo consumo, o que aumenta a industrialização. Assim, colabora para a poluição e o desperdício de grande quantidade de água nas industrias, o que causa um enorme impacto na sociedade, pois colabora para a escassez desse recurso no ambiente em condições boas para a utilização humana.
Desse modo, a bioacumulação é um dos impactos do avanço do consumismo, sendo caracterizada pela contaminação ambiental da água gerada por produtos químicos, o que é acumulativo na cadeia alimentar. Assim, esses dejetos poluídos podem contaminar os peixes, o que em efeito maior pode chegar na alimentação das pessoas. Dessa forma, o ser humano têm sua saúde exposta a sérios riscos, por exemplo, cânceres, lesões hepáticas e pulmonares.
Contudo, é necessário, em primeiro lugar, uma ideia consciente da população para diminuir o consumo exagerado, o qual, como consequência, aumenta a poluição e o desperdício da água, sendo ministrado palestras alertando os efeitos nocivos da escassez de água potável, os quais devem ser desenvolvidos pelo governo em parceira com as ONG’s. Em segundo plano, é preciso que o Estado aumente as fiscalizações nas industrias, com o intuito de diminuir os despejos de poluentes nos rios e lagos, com a aplicação de punições e taxas mais severas para empresas que desrespeitem o acordo. Logo, irá ampliar a visão mais humanitária, assim a população irá enxergar além do limitado campo desenvolvido pelo egoísmo, como relatado na frase de Boff.