Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 22/10/2018
Ouro azul
No livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, o autor narra sobre os retirantes. Eles tinham como principal objetivo sair do sertão em busca do ouro azul: a água. A falta de acesso à esse bem natural é muito retratado na literatura brasileira e é causada, principalmente, pela má gestão.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que o Brasil é o país com maior potencial hídrico do mundo. Isto porque além de possuir uma das maiores bacias e aquífero, tem o clima predominantemente tropical, o qual possui chuvas regularmente. No entanto, a distribuição de água ocorre de maneira desigual e o Nordeste é a região mais afetada no país, sobretudo, o agreste-sertão- onde ocorre o fenômeno da seca.
Por isso, é essencial que esse recurso tenha uma boa administração. Sabe-se que na escassez, a agricultura e pecuária são as primeiras afetadas e isso reflete na alimentação da população. Outrossim, o uso direto para necessidades básicas também é atingido, o que influencia na saúde dos indivíduos, uma vez que pode causar desidratação e levar ao óbito. Assim, convém lembrar que qualquer lugar é suscetível à crise, como ocorreu em São Paulo entre 2014 e 2016.
Diante dos fatos mencionados, faz-se necessário mitigar a escassez. Para isso, cabe ao governo ampliar o saneamento básico e melhorar a gestão do recurso hídrico, nas áreas mais afetadas, com construções de poços artesianos e cisternas de captação de chuva para que os cidadãos tenham acesso à água. Ademais, as ONGs ambientais podem conscientizar a população por meio de campanhas em televisões e jornais sobre a importância de economizar o recurso natural precioso. Com tais medidas, situações como a dos retirantes contada por Graciliano não seria necessária.