Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 23/10/2018

Desde a antiguidade, a água é estudada pela sua importância como matéria essencial para a manutenção da vida. Entretanto, a acentuação das desigualdades sociais, impactos ambientais antropogênicos e fatores geofísicos fomentam as discussões não apenas da água, mas sobre a sua escassez, realidade que se torna presente já no século XXI. Em obras como “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, é possível encontrar reflexões sobre os seus possíveis impactos em nossa sociedade.

Apesar de tratar-se de um recurso renovável, menos de 3% de toda a água disponível no mundo é adequada ao consumo humano. Ademais, esse volume de água não está igualmente distribuído no planeta, onde a África e o Oriente Médio são os mais afetados. O impacto da escassez de água em tais regiões acentua os problemas sociais já existentes, como a oferta do recurso para uso pessoal e produção de alimentos. Outras regiões, como a América do Sul, apesar de não possuírem escassez física, enfrentam a econômica, onde as reservas de água são má administradas e em decorrência disso, são má distribuídas para a população.

Além disso, os impactos sociais causados pela contaminação da água pelas indústrias, e desperdício de água diminuem consideravelmente o restrito volume de água que possuímos à nossa disposição, que acaba não se renovando como recurso potável, uma vez contaminada. Isso causa enorme impacto na agricultura, que depende de um grande volume de água para sua manutenção, para criação animal e indústrias. Possibilitando o surgimento de problemas socioeconômicos nas nações.

Dessa forma, sendo a água o principal recurso para a econômica no século XXI e para a vida humana, é imprescindível que os órgãos federais dos países (ANA no Brasil, por exemplo) fiscalizem empresas e casas que houver desperdício sendo passível de aplicação de multas em tais casos, com o objetivo de diminuir o desperdício. O mesmo também deve realizar palestras através de veículos midiáticos afim de conscientizar a população sobre os impactos gerados pela escassez da água.