Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 22/10/2018
No convívio social brasileiro, parte considerável da população sofre com a falta de água. Mesmo o Brasil tendo diversas bacias hidrográficas, como a de São Francisco, Amazônica, Paraná e etc, moradores da região Nordeste, por exemplo, passam meses com uma quantidade de água abaixo do ideal para o consumo saudável. Nesse sentido, percebe-se que os entraves para o consumo da água denotam uma sociedade desenformada e despreparada cuja necessidade de mudança é evidente. Primeiramente, por pertencer em sua maioria a um clima tropical, o Brasil possui apenas duas estações bem definidas: verão úmido e quente e inverno seco e frio. Com isso, rios temporários podem passar quase a metade do ano praticamente secos, desse modo não conseguem atender a demanda de água nos centros urbanos e até mesmo no meio rural. Cidades como Montes Claros-MG, São Paulo-SP, passam por períodos de raciomento de água, a fim de evitar com que todo o recurso hídrico seja utilizado. Essa prática, além de afetar os moradores, pode afetar industrias, atrapalhando a produção.
Ademais, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), para suprir todas as necessidades do individuo, são necessários cerca de 100L de água por dia. De fato, a disponibilidade de água no Brasil pode proporcionar mais de 180L por pessoa (unipacs.com). Entretanto, devido a poluição e má administração, grande parte da água é disperdiçada, ficando claro um paradoxo entre disponibilidade, distribuição e utilização da mesma.
Fica evidente, portanto, que alterações devem ser efetivadas. Como dizia Heráclito: Nada é permanente, salvo a mudança. Nesse sentido, faz-se necessária a atuação do Governo Federal utilizando a mídia por meio de propagandas comerciais que conscientizemm a população sobre a economia de água, com o intuito de não faltar nos períodos de estiagem. Sendo relevante ainda a introdução de palestras nas escolas para pais e alunos impostas pelo Ministério da Educação ensinando-os sobre os malefícios da poluição e como hábitos sustentáveis podem melhorar a qualidade e quantidade de água disponível. Além disso, o Governo Federal deve criar uma lei que obrigue prédios públicos a terem torneiras como vasão automática e vasos sanitários com opção de economia de água, para evitar desperdícios e economizar. Só assim o Brasil não sofrerá com a falta de recursos hídricos.