Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 24/10/2018

Por definição, um recurso natural não-renovável é um elemento que não pode ser regenerado, expandindo essa descrição, um recurso não-renovável também é aquele que tem uma taxa de uso maior que de reposição. A água se encontra nesse segundo grupo, portanto é necessário preservá-la de todas as formas possivéis.

Para entender a importância desse bem é necessário formentar algumas ideias, cerca de 60% do nosso corpo é formado por água, por tanto é essencial o conaumo diário de uma grande quantidade de H2O, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015 a média brasileira de consumo diário era de 108,4 litros. Em contrapartida, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 2,1 bilhões de pessoas não tem água potavél, um claro contraste na oferta regional desse recurso.

O mesmo IBGE aponta que 3,2 milhões de hm3 foram gastos em atividades econômicas, o grande responsavél por esse alto volume é a agricultura, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) cerca de 70% de todos recursos hidrícos do mundo são usados na irrigação. No Brasil esse cenário é pior graças ao grande impacto de agronegócio no PIB (por volta de 22%), a necessidade de garantir recursos essenciais acaba por minar outro bem prioritário para a sobrivivência humano.

Esse alto volume é impacto econômico da agricultura é caracteristíca de países emergentes, se da por dois fatores: o primeiro ponto é que normalmente esses países tem disponibilidade abundante de recursos naturais, o que se junta com a segunda variável, a demanda mundial por alimentos aumenta exponencialmente. Esse segundo fator se atrela ao conceito de água virtual, onde os países desenvolvidos importam água (embutida nos alimentos), esse processo redistribui recursos hidrícos de certa forma.

As revoluções industrias além de eficiência trouxeram novas tecnologias, a esperança é que esse avanço crie sistemas que poupem água e mantenham a produtividade. Políticas públicas de incentivo (deduções fiscais, facilidades para exportação, parcerias com bancos públicos) podem ajudar a diminuir e cortar qualquer desperdício. Em último o governo pode se valer de sanções, as sanções porém são utilizadas somente em cenários extremos.