Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 29/10/2018
Na sociedade contemporânea, é de interesse comum discutir acerca da escassez de água. A falta de água, um problema antigo e que assola diversos povos ao longo do globo. Ademais, o problema é agravado com o crescimento populacional, desperdícios, problemas políticos e entre outros. Frente a uma crise hídrica já existente, e com ameaça de um agravante mundial nos próximos anos, são necessárias medidas urgentes para preservar e garantir o acesso a todas a esse recurso que está intimamente ligado à vida.
A água é motivo de conflito em diversas partes do mundo, especialmente em regiões superpopulosas e desérticas. Um bom exemplo, é a Mesopotâmia, terra entre rios, região localizada no atual Iraque e historicamente foi motivo de diversos conflitos. Nos países localizados no Oriente Médio, área bastante árida, tem a água agregada ao poder político e desenvolvimento econômico — não é a toa que a Mesopotâmia foi palco das maiores e mais desenvolvidas civilizações do mundo, por exemplo, a Babilônia — o monopólio feito pelas partes dominantes e o crescimento populacional, acentua as tensões e desigualdades na distribuição.
Além disso, o consumo exagerado é um outro grande vilão que contribui para a falta de água. Nos mais diversos processos a água está ligada diretamente ou indiretamente, a chamada Água Virtual. Um grande exemplo é a carne vermelha, para produzir 180 gramas é necessário mais de 2.000 litros de água que são consumidos pelo animal no período de maturação para o abate o que reforça que o consumo irracional que impacta na distribuição dos recursos hídricos não é estrito a utilização direta da substância água. Adendo, atitudes corriqueiras e culturais como, tomar banho na banheira e usar mangueira, são golpes mortais nos reservatórios e que se não tomadas as devidas providências, acarretará em sérias consequências para as gerações futuras.
Dado contexto, é consenso afirmar que a escassez de água é além de natural natural, administrativa. Uma medida, visando abrandar as questões políticas, seria a tomada atitudes diplomáticas para que a parte dominante também seja colaboradora para a redução das disparidades, uma ação com intuito de diminuir sensivelmente a privação de acesso ao bem, é a parceria entre governos locais e população reorganizando a distribuição hídrica através da mediação de ONGs como órgãos fiscalizadores. Por outro lado, o consumo precisa ser maneirado, como normalmente é característica de países mais desenvolvidos, onde as redes são mais integradas e conectadas, seria interessante o lançamento, a partir de agências de publicidade, de propagandas para as massas dispondo de dados governamentais sobre perigos e consequências em escala global do consumismo.