Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 25/10/2018
No século XX, no mundo, observou-se um grande aumento da população humana devido às revoluções médicas, agrárias e industriais, contudo, esse aumento populacional gerou o problema da escassez de água. Nesse contexto, devido a escassez da água ofertada pelo planeta Terra, essa é partilhada de forma desigual pela humanidade, o que é fator gerador de problemas na saúde pública e no saneamento básico dos locais com acesso limitado à substância. Desse modo, medidas precisam ser estabelecidas para se evitar um estado de caos público gerado pela questão.
Em primeira análise, a maior parte da água encontrada na natureza é imprópria para consumo humano. Isso se prova em pesquisa científica publicada na revista Science, a qual afirma que apenas 1% da substância é potável, porém, a maior parte dessa fatia está contida em geleiras - não é viável a exploração -, ou seja, menos que 1% de toda a água do planeta é doce. Além disso, segundo reportado pela mesma pesquisa, há enorme diferença entre a disponibilidade de água doce entre os países, por exemplo, no Paquistão há insuficiência do composto em seu território, enquanto o Brasil ostenta reservatórios abundantes da substância. Portanto, ao se analisar tais fatos, fica claro que a água está distribuída de forma desigual na sociedade.
Devido a essa disparidade nos reservatórios dos países, há territórios em que as populações locais não têm acesso ao mínimo de água recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo a OMS, a média ideal de água disponível por pessoa deve ser de 50 litros diários - de forma a garantir as necessidades básicas humanas -, porém, conforme divulgado pela mesma organização, enquanto canadenses dispõem de 600 litros diários, habitantes da África Subsaariana convivem com 20 litros de água. Dessa forma, esses seres humanos com acesso limitado à água sofrem de males como a desidratação, fome e falta de saneamento básico, o que ocasiona problemas na saúde dessas pessoas que podem levar a óbito. Ademais, esse fato caracteriza uma quebra de contrato dos governos ante esses cidadãos, visto que o direito à água está assegurado na Declaração dos Direitos Humanos.
Como se observa nos fatos supracitados, a escassez de água doce no planeta tem como impacto a desigualdade no acesso à substância, o que gera problemas de saúde pública e de saneamento básico. Diante disso, os países devem se unir para garantir acesso adequado à água para toda a população humana, por meio de realizar ações na Organização das Nações Unidas (ONU) que redistribuam a substância dos países com abundância para os que não possuem o suficiente do composto. Busca-se, com essa medida, que uma ação mútua entre os diferentes governos garanta acesso adequado de água para todos os humanos. Somente assim, o mundo passará a respeitar o direito à água assegurado na Declaração dos Direitos Humanos.