Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 25/10/2018

A celeuma sobre os impactos da escassez de água no Brasil vem hodiernamente tomando espaço na sociedade. Consoante observa o ensaísta francês Joseph Joubert, o objetivo da argumentação, ou da discussão, não deve ser a vitória, mas o progresso das ideias. Baseando-se nesse conceito, a importância de uma análise acerca da escassez de água é substancial para que haja soluções eficazes e peremptórias.

Para ilustrar o que foi exposto acima, o grande sociólogo Karl Marx via o coletivismo como uma forma de suplantar os imbróglios do sistema individualista e egocêntrico do capitalismo. Semelhante a isso, é lícito destacar que grande parte do consumo de água do Brasil é destinado para atividades mercadológicas como a agricultura e pecuária, as quais são responsáveis por mais de 70% do volume total desse líquido, segundo dados da Organização das Nações Unidas -ONU-, e dessa porcentagem, quase metade é desperdiçada. Ademais, devido ao grande índice de desperdício, muitas pessoas deixam de ter acesso à água pela falta de uma distribuição eficaz, o qual problemas como sede, fome e doenças devido à falta de higiene são mais frequentemente registradas. Isso deixa claro as falhas desse sistema, sendo, portanto, necessário a adoção de políticas controladoras.

Além dos fatos supracitados, dados da revista Exame mostram que existem 32 milhões de pessoas brasileiras que se encontram em situação de fome e sede, ou seja, quase 20% da população. Essa situação não corrobora com a Constituição cidadã de 1988, a qual garante direitos igualitários à alimentação -comida e água- e todas as necessidades básicas a uma pessoa. A água, por ser vital para a sobrevivência, pode afetar diretamente a qualidade de vida e progresso pessoal, como, por exemplo, a educação e ao trabalho, ambos tem seus rendimentos afetados e, com isso, o Índice de Desenvolvimento Humano -IDH- do Brasil cai drasticamente, evidenciando a falta de políticas públicas.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Sendo assim, para resolver a questão das problemáticas da escassez de água no Brasil, deve haver campanhas midiáticas com a liderança de Organizações não Governamentais -ONGs- sobre a importância de adoção de políticas públicas que direcionem uma distribuição mais igualitária, atendendo todos os cidadãos, sendo direcionada à toda a população. Assim, haveria uma conscientização geral sobre a necessidade de economia e garantia de direitos. Além disso, deve haver projetos de extensão universitária das faculdades de Agronomia e Ecologia com ciclo de estágios em empresas do agronegócio, mostrando novas tecnologias que possam diminuir o consumo de água, como, por exemplo, que diminuam a evaporação e a perda de água, para que diminua o percentual de tal prática.