Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 29/10/2018
Como dito por Carlos Drummond de Andrade, “a água é um projeto de viver”. Dessa forma, é imprescindível a sua importância para a manutenção da vida na Terra. Contudo, esse bem está sendo ameaçado, haja vista milhares de pessoas que não tem o seu acesso. Assim, é preciso analisar a magnitude desse problema e as suas consequências.
É preciso considerar, antes de tudo, a vitalidade dos recursos hídricos. Nesse viés, a água é responsável pelo transporte de substâncias no corpo, essencial para os processos fisiológicos e funciona também, como um regulador da temperatura corporal. Assim, um ser humano não consegue sobreviver mais que 3 a 5 dias sem o consumo de água. Entretanto, não são todos que possuem acesso a esse bem, mesmo sendo um direito humano, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).
Em uma abordagem mais profunda, é preciso abordar as causas desse problema. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Contudo, a distribuição de água no mundo não é feita justamente. Alguns países se beneficiam por ter o território abundante em água e outros, por terem dinheiro para implantar a tecnologia e dessalinizá-la, como os Emirados Árabes. Outrossim, é evidente o desperdício desse bem, seja pela não conscientização da população ou por sistema de reaproveitamento da água. Isso demonstra que esse recurso hídrico não é tratado com o devido valor.
Fica evidente, portanto, que medidas de redistribuição e reutilização devem ser feitas, a fim de garantir esse direito a todos, e também, a preservação desse bem. Para isso, a ONU deve convocar uma conferencia para discutir e exigir dos países, um sistema de reaproveitamento de água, por meio do tratamento do esgoto, bem como, uma tecnologia mais barata que a dessalinização para que todos tenham condições de acessar esse bem. Em consonância, investir em propagandas publicitárias para conscientizar a população a adotar um consumo sem desperdícios. Dessa forma, o equilíbrio aristotélico seria alcançado e os direito humanos também.