Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 30/10/2018
No livro “Vidas Secas”, o escritor modernista Graciliano Ramos traz a história de uma família nordestina que sofre bastante com a escassez de água e, consequentemente, de bens de consumo essenciais para a manutenção da vida. Infelizmente, na atualidade, a falta de água não se restringe apenas às regiões áridas, pois locais que antes eram considerados ricos em recursos hídricos estão sofrendo com a ausência desse bem. Diante disso, para que os impactos provocados pela falta de água sejam atenuados, é imprescindível compreender tanto problemas sociais quanto econômicos resultantes desse quadro.
No âmbito social, é necessário salientar que a baixa disponibilidade de recursos hídricos provoca vários transtornos às pessoas. Em 2013, por exemplo, o Sistema Canteira, um conjunto de represas responsáreis por abastecer várias cidades do estado de São Paulo, sofreu forte queda no nível de água armazenada, o que comprometeu o abastecido de diversas residências. Com isso, diversos cidadãos enfrentaram dificuldades para garantir a higienização corporal, bem como o preparo de alimentos. Isso evidencia que, no século XXI, a escassez de água não é mais um problema exclusivo dos nordestinos e sim um empecilho que pode afetar negativamente diversas regiões.
Outrossim, convém destacar que a falta de água provoca sérios danos à economia de uma população. O Brasil, por exemplo, é um país dependente da exportação de gêneros agrícolas e, caso haja escassez de recursos hídricos, a produção é afetada, gerando sérios danos à balança comercial brasileira. Além disso, é perceptível que a geração de energia elétrica fica comprometida em períodos de estiagem, pois as usinas hidrelétricas não conseguem suprir a demanda nacional. Isso faz com que as termelétricas sejam acionadas e, por esse processo de obtenção de energia ser mais caro, a população tenha uma conta de luz mais alta.
Portanto, com o objetivo de reduzir os impactos provocados pela escassez hídrica, medidas devem ser tomadas. Primeiramente, o Ministério do Meio Ambiente deve liberar recursos financeiros para a recuperação dos efluentes das bacias hidrográficas brasileiras, para que, através do reflorestamento das matas ciliares, o fluxo de água seja restabelecido. Caso essas medidas sejam cumpridas, a quantidade de água disponível nos rios aumentará, garantindo o uso diário da população e a geração de uma energia barata.