Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 31/10/2018
Como dito por Tales de Mileto, “Tudo é feito de água”. Porém, é notado que em pleno século 21 grande parte da população e setores da economia não compreendem que o uso irresponsável desse recurso acarreta prejuízos em larga escala. Sem dúvida, há erros de gestão pública, privada e em residências que tornam o uso da água ineficiente, e há medidas para amenizar o problema na nação brasileira.
A princípio, qualquer discussão sobre a relação da sociedade com a água precisa deve dar ênfase ao fato de que a sua disponibilidade é um direito humano e uma das prioridades da ONU (Organização das Nações Unidas). Por certo, qualquer crise hídrica (como a de São Paulo entre 2014 e 2016) torna escasso o que é tratado pela química como solvente universal, necessário para a fisiologia humana e funcionamento de meios de produção (a matriz energética brasileira, por exemplo, é predominantemente hídrica).
Certamente, no Brasil, junto ao problema de haver disponibilidade desigual de recursos hídricos ao longo de seu território, também deve-se atentar ao dado que aponta maioria do uso na agropecuária, o que elimina a ideia de que seria dispendioso expandir o acesso em residências. A saber, áreas do nordeste que receberam políticas de irrigação e construção de cisternas, como a cidade de Petrolina, em Pernambuco, demonstraram claro crescimento socio-econômico.
Portanto, para haver equilíbrio do quadro descrito, é preciso que a ANA (Agência Nacional das Águas) junto ao Poder Executivo do Brasil se unam para promover ações como a captação de águas da chuva de áreas de alta pluviosidade da região norte para serem transpostas para o uso em regiões com demanda significativa (principalmente agrícola, onde há alto consumo). Simultaneamente, as duas forças devem expandir a política de construção de cisternas que esteve em alta no país entre 2002 e 2010. Dessa forma, o acesso à água estará cada vez mais em seu status de direito humano.