Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 31/10/2018

Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, o homem contemporâneo está cada vez mais individualista e não se preocupa com os impactos que suas ações podem provocar na sociedade, no meio ambiente e nas próximas gerações. Por conseguinte, a negligência de órgãos governamentais com os recursos hídricos, tornou-se um problema atemporal. Urge, assim, a necessidade de atentar as consequências desse ocorrido.

Em primeiro plano, é notório evidenciar a distribuição desigual da água. Tal fato é retratado na obra “Vidas Secas”, no qual o modernista Graciliano Ramos expõe a vida do nordestino Fabiano e sua família. O romance não só faz uma denúncia a escassez da água, como mostra a realidade do sertão. Assim sendo, tal problemática permanece enraizada, algo que contribui para graves problemas sociais como a falta de recursos alimentícios, assistência médias e crises na agricultura relativo a inviabilidade do solo.

Além disso, a escassez da água não provém unicamente dos descuidos dos cidadãos. Durante o período anterior a Revolução Industrial, a maior parte da população vivia da agricultura de subsistência. Na geração atual, o consumismo desenfreado tornou-se um vício. A título de exemplo, pode-se ressaltar que em países industrializados, elevadas substâncias tóxicas são lançadas direta ou indiretamente nos rios, lagos e albufeíras.

Isto posto, é indispensável atitudes para resolver os desafios que estas regiões enfrentam e sua respectiva conscientização. Para isso, é dever do Estado - maior símbolo de poder da união - em parceria com a Google Play, elaborar um aplicativo que forneça dados sobre os recursos hídricos regionais e que estimulem a preservação da natureza, fornecendo cupons descontos e bolsas de incentivos. Não menos importante, é preciso que o Ministério da Justiça, aliado ao Poder Legislativo, penalizar, de forma mais rígida, empresas que geram impactos no meio ambiente, aumentando os meios de denúncias.