Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 02/11/2018
O sistema capitalista contemporâneo objetiva a obtenção do lucro. Nesse sentido, parcela significante da sociedade busca, exacerbadamente, a posse de bens materiais como forma de ascensão social. Como produto deste modelo socioeconômico muitas mazelas sociais eclodem, dentre elas, a escassez da água. Assim, há a necessidade unir desenvolvimento capitalista ao uso consciente dos recursos naturais, para que haja harmonia socioeconômica neste país.
Nota-se que muitas pessoas na procura de aquisição financeira abolem princípios básicos, que são a deveres e virtudes da essência humana. Isso é visível quando se percebe que pessoas de classe média alta, desperdiçam água a fim de garantir sua vida de alto padrão, enquanto a parcela menos favorecida da sociedade sofre com a escassez, racionamento e a falta d’água potável em suas residências, além da inexistência de saneamento básico, direito básico para que haja a dignidade da pessoa humana, garantida tanto pela Constituição Federal de 1988 como pelos Direitos Humanos.
Vale ressaltar ainda que a maneira como se organiza o sistema de produção determina as estruturas e as relações sociais. Nesse contexto, com mudanças sociais, deveria haver também uma mudança no sistema regente de trabalho. A sociedade tem de se adaptar às mudanças para que se prevaleça o equilíbrio entre sociedade e economia. Uma forma de exemplificar isso são os milhares de litros d’água empregados na agropecuária e na produção industrial de diversos produtos, sem ter consciência das consequências que isso trará para a sociedade em um futuro muito próximo.
Logo, diante desse contexto da escassez da água, que é produto desse modelo socioeconômico vigente, percebe-se a necessidade de que o governo federal desenvolva meios para que exista uma regularização acerca da quantidade de utilizada pelas indústrias, junto aos órgãos municipais e estaduais para que também haja a conscientização da população sobre o assunto, impedindo assim que o bem mais preciso da terra seja extinto. E assim pode-se consumar uma sociedade que puna pela desigualdade humana e pela representação social, como Karl Marx já dizia: “O homem é o capital mais precioso do sistema”.