Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 02/04/2019
Em 1955, o escritor João Cabral de Melo Neto publicou a obra ´´Morte e Vida Severina``. Que objetivou promover uma reflexão crítica sobre os problemas brasileiros daquela época. Porém, mesmo que muitos dos relatos não façam mais parte da sociedade contemporânea, enfrentamos os entraves acerca da escassez hídrica, que prejudica grande parte da população existente e os demais componentes do meio, assim também comprometendo a sanidade necessidades básicas dos povos alvejados. Negligenciamos deste modo, um assunto que deve ser priorizado pela ministério da saúde e bem estar popular.
Em primeira analise, percebe-se que as instituições governamentais não estão fazendo seu papel de modo adequado, contribuindo deste modo para a inicialização de outros problemas diante da sanidade humana. A esse respeito, Zygmunt Bauman desenvolveu o conceito de ´´instituição zumbi``, segundo o qual algumas entidades, dentre elas o estado não exercem suas funções sociais corretamente. Neste contexto, o ministério da saúde se encaixa perfeitamente na teoria do sociólogo polonês, onde a ineficiência de disponibilização da água acarreta nas necessidades básicas de indivíduos presentes em regiões sem saneamento básico (esgoto, banheiro, etc.).
Além das falhas institucionais, é indubitável ressaltar os problemas globais. A escassez dos meios hídricos se correlaciona e interage com a natureza, ou seja, a natureza tem como base a água, e essa está sendo mal distribuída e utilizada. O desperdício de uns é a necessidade de outros, em relação à isso o célebre filósofo e pedagogo Paulo Freire destacou, que a educação é um dos meios mais saudáveis de transformação social e da cidadania nos dias atuais. Entretanto, isso não está efetivamente em função, pois a falta de entendimento e compreensão, relacionado aos demais seres formadores da sociedade auxiliam no não entendimento das necessidades do seu semelhante, e com isso a necessidade se amplifica, mas através de novas influencias isso pode impactar a realidade dessa massa popular.
Frente aos desafios hídricos e suas perspectivas, o ministério da saúde deverá viabilizar novas estatísticas sobre esse problema, de modo que poderão assim apresentar o explícito empecilho através de campanhas e formulação de novas propostas em relação ao abastecimento e a prevenção ao desperdício. Somente assim, poderá efetivar-se uma esperança na sociedade, como naquela deixado no final do livro de João Cabral de Melo Neto.