Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 07/01/2019

A água como capital

Se nos últimos anos se discutia a importância de recursos como educação e saúde para o desenvolvimento humano, atualmente, para além dessas questões, percebeu-se a necessidade de um bem ainda mais básico: a água. Esse recurso natural, tão abundante para alguns, e tão escasso para outros, é essencial para uma vida saudável. Desta maneira, o século XXI se abre com mais um desafio, a finitude da água.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a média ideal de consumo de água diária é de, no mínimo, 50 litros. Entretanto, aproximadamente 67% da população mundial, residentes de países desenvolvidos ou em desenvolvimento, está abaixo desse mínimo necessário. Assim, a visão da falta de água não pode ser resolvida simplesmente com riquezas financeiras.

Isso acontece, porque as nações com os maiores reservatórios de água não são, necessariamente, aquelas com mais recursos. Os países com a maior abundância de água são o Brasil, Chile, Canadá, Rússia e Australia, que possuem características sociais, econômicas e climáticas diferentes entre si. Entretanto, mesmo com tanta disponibilidade de água, estes países ainda possuem dificuldades para o uso racional desse recurso dentro do país, como é o caso do Brasil, que frequentemente passa por campanhas de racionamento.

Desta maneira, considerando que todas as pessoas, independente de suas origens, necessitam igualmente da água para manter seu bem estar, é preciso que as nações se unam em torno do compartilhamento deste recurso. Os organismos internacionais, como a OMS e a Organização das Nações Unidas (ONU), devem propor um pacto em favor da sustentabilidade da água, para que os países entendam este bem como um patrimônio universal. Neste pacto, é essencial que esteja previsto alguns padrões mínimos de uso eficiente da água para que ela seja utilizada pensando nas gerações futuras.