Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 24/01/2019
A chegada dos Portugueses ao Brasil, em 1500, acarretou o início da exploração demasiada dos recursos naturais, principalmente hídricos. Sob essa perspectiva, a atual conjuntura brasileira é marcada por uma crise hídrica, a qual é fruto do passado histórico e ação antrópica em prol do sistema capitalista. Diante disso, a instabilidade do consumo de água acarreta impactos no âmbito social, visto que é a base da pirâmide do consumismo.
Mormente, a vigente dinâmica capitalista movimenta a sociedade brasileira, além de se preocupar estreitamente com a obtenção de lucros, deixando em segundo plano a responsabilidade diante o meio ambiente. De maneira análoga, os recursos hídricos são a base do sistema,os quais enfrentam uma crise, em razão da utilização intensa da água para o consumismo, refletindo nos problemas socioeconômicos. Sendo assim, o documentário nacional A Lei da Água alerta a importância da preservação e o futuro indeterminado à frente do líquido mundial.
Dessa forma, o filósofo alemão Albert Schweitzer afirmou que a época contemporânea é perigosa, em razão do desejo do homem de dominar a natureza antes mesmo de coordenar as ações, refletindo em impactos na distribuição de água, os quais ocasionam um deficit na balança comercial, porque essa substância tornou-se a base da pirâmide do mercado consumidor. Consequentemente, o meio ambiente sofre com tais alterações, aumentando o período de secas em regiões do Nordeste.
Torna-se evidente, portanto, que os impactos da crise hídrica são demasiados e têm por consequência problemas socioeconômicos. Diante disso, o Estado, na figura do Poder Legislador, deve promover a reformulação de princípios de preservação dos recursos hídricos por meio de Leis, as quais garantam o limite de utilização de água por empresas, com a finalidade de regulamentar o consumo da sociedade contemporânea.