Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 27/01/2019
Na obra “Vidas Secas”, o modernista Graciliano Ramos retrata a vida penosa a qual grande parte dos nordestinos enfrenta devido a escassez hídrica. De maneira análoga, o contexto hodierno configura-se altamente complacente a situação dos retirantes, já que o desperdício de água nas vias urbanas e, o avanço no agronegócio contribui para tal problemática. Nesse prisma, é fulcral articular caminhos proativos no corpo social, a fim de evitar novas vidas secas na contemporaneidade brasileira, bem como, preservar a biodiversidade que depende da água.
Sob um primeiro enfoque, a filósofa Hannah Arendt em sua obra “Eichmann em Jerusalém”, desenvolve as banalidades do mal, termo que aponta a passividade das pessoas frente aos impasses que assolam a sociedade. De fato, o pensamento dela reflete na conjuntura cotidiana brasileira, pois é de integridade comum que boa parte dos cidadãos utiliza a água de forma equivocada. Por conseguinte, ao combinar tais ações com os fenômenos climáticos de seca, o caos social, portanto, se estabelece e, por isso, afeta, inclusive, o abastecimento de alimentos. Nesse sentido, é substancial o papel dos meios comunicativos em apontar a necessidade da população readequar os seus hábitos.
Outrossim, vale inferir que o desenvolvimento econômico do país está fortemente ligado ao imbróglio da escassez hídrica no Brasil. Isso se repercute ao analisar que o avanço no agronegócio utiliza um volume altíssimo de água nas suas atividades produtivas e, que quando condicionado a uma passividade governamental em impor regras quanto ao desenvolvimento sustentável, acentua o tema em questão.
Diante dos fatos supracitados, torna-se necessário que o Ministério da Educação, juntamente com as secretarias ambientais de cada município implemente nas escolas práticas sustentáveis do uso da água, por meio de debates e palestras com agentes capacitados. Além disso, é dever do poder público impor projetos que diversifiquem a forma de uso da água.