Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 17/02/2019
Povo muito influente na América Pré-espanhola, os Maias possuíam em sua logística a irrigação, o que ajudou sua nação a prosperar entre os séculos. Porém, contrariamente a teoria do processo evolutivo, o individuo liquido-moderno não trabalha de forma correta com a água. Portanto, cabe analisar, a partir de uma teoria da complexidade de Edgar Morin, os embates presentes nas logísticas distributivas dos recursos hídricos nas sociedades pós-modernas.
É conveniente destacar que, segundo Marx, a interdependência do homem com a natureza se dá por meio de uma dialética, logo, urge que se faça um balanço sobre as relações homo-hídricas amplamente no mundo e especificamente no Brasil. Por um lado, vale destacar que, para a ONU, um terço da população não possui acesso à água tratada, e 40% carece de saneamento básico. Por outro lado, no âmbito brasileiro, a crise hídrica nordestina está exposta a mais de 3 décadas e representa o descaso exercido sobre a preocupação com a falta de homogeneidade na distribuição da água.
Outrossim, a crise acerca da água não acontece apenas por ela ser um bem finito, já que se fazem presentes exemplificações que justificam a diminuição exponencial dos recursos hídricos. Primeiramente, segundo a Agência Nacional de Águas, cerca de 81% das cidades brasileiras despejam seu esgoto em afluentes e rios de grande porte. Segundamente, destaca-se que mudanças climáticas causadas pelo homem influenciam diretamente na diminuição da presença de recursos hídricos. Terceiramente, conclue-se que, à luz de Enrique Leff, tais fatores são exteriorizações da sobreposição da racionalidade econômica sobre a racionalidade ambiental.
Em suma, a escassez pluvial e fluvial tem se tornado uma problemática recorrente na modernidade líquida, logo, faz-se necessária a ação em sinergia nas esferas acadêmica, privada e governamental. Urge que pesquisadores da área da logística e da biologia devem trabalhar, interdiciplinariamente com seus núcleos de pesquisa, a fim de solucionar problemas hídricos urbanos. Ademais, empresas de base devem utilizar esses estudos, disponibilizados pela área de popularização da ciência, para encontrar soluções para o fim do despejo de dejeitos em rios e afluentes. Por fim, cabe ao estado prover, a partir de um orçamento fixo previsto no orçamento anual da união, o apoio financeiro necessário para tais iniciativas, além de promover iniciativas de desconstrucionismo cultural, a partir da filosofia de Jacques Derrida, sobre a real importância da água.