Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 19/02/2019

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através deste trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade ao longo do seu desenvolvimento encontra obstáculos em sua caminhada. A escassez de água no século XXI reflete essa realidade, não só pelo desperdício de água por parte de algumas pessoas, mas também pela falta de regulamentação e investimentos no setor hídrico do país.

É indubitável que o desperdício de água esteja entre as causas do problema. De acordo com o poeta chileno Pablo Neruda, as pessoas são livres para fazerem suas escolhas, mas são prisioneiras das consequências. De maneira análoga, é possível perceber que, o gasto exagerado de água, hoje, reflete as consequências das escolhas de cada pessoa em relação ao consumo de água.

Além disso, a falta de investimentos e a falta de normas capazes de atenuar o problema contribui para o avanço da problemática. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade, haja vista, que a administração pública tem a obrigação de cumprir um dos seus princípios basilares, a supremacia do interesse público sobre o privado e garantir o bem de todos.

Fica evidente, portanto, que os impactos da escassez da água precisam ser atenuados. Logo, o Ministério Público do Meio Ambiente, por meio de investimentos estratégicos e palestras, devem incentivar o cuidado e a economia do uso da água diminuindo as chances de um agravamento ainda pior do impasse e desse modo vai ajudar a reduzi-los. Campanhas realizadas pela sociedade por melhorias e investimentos também ajudarão na resolução do fenômeno.