Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 20/02/2019

No dia 22 de março, é comemorado o dia da água que foi oficializado ao mundo na conferência das nações unidas, no ano de 1992. Com a presente escassez de água no século XXI, debates para conter o desperdício são promovidos. Porém, este tema parece não importar muito à classe mais rica, uma vez que, estes, apresentam os maiores níveis de desperdício. Somado a isto, a má distribuição da água desfavorece as regiões rurais e mais pobres. Sendo assim, é essencial uma sensibilização mundial a respeito deste problema.

Segundo Jean-Paul Sartre, “quando os ricos fazem as guerras, são sempre os pobres que morrem”, desta maneira, sobre os impactos da falta de água na atualidade, a crítica permite inferir que o desperdício gerado pelos ricos afeta, diretamente, na quantidade de água disponível para os pobres, sendo este recurso essencial para a sobrevivência. Na Economia, por sua vez, quando um produto está em falta e possui demanda, o preço tende a subir. Desta forma, subentende-se, que a escassez de água provocará o aumento do seu preço, o que comprometerá ainda mais o acesso dos pobres a esta, pois o poder de compra desta classe é inferior.

Outrossim, as fontes de água potável nem sempre estão bem distribuídas geograficamente, o que exige interferência humana para que o recurso possa chegar até a população, por exemplo, a construção de represas e redes de saneamento. Contudo, o abastecimento não é muito efetivo em regiões rurais e pobres, vista que, a OMS (Organização Mundial da Saúde), revelou, recentemente, que mais de 2 bilhões de pessoas não possuem saneamento em casa e outra grande parte que possui não é de qualidade, os quais, na maioria das situações, ficam expostos a doenças e ausentes de itens básicos para sobrevivência.

Destarte, são inegáveis os impactos da escassez de água no presente século em regiões mais pobres. Assim, urge-se uma mobilização global de conscientização sobre o uso da água, bem como a sua distribuição a todo cidadão, com qualidade. Desta maneira, a ONU (Organização das Nações Unidas), deverá cobrar dos países a aplicabilidade de Leis do desperdício. Estas compreenderão multas e penalidades públicas, a depender do nível do uso de água por residência. Os resultados deverão ser analisados por auditorias especializadas e enviados à ONU. Ademais, no que tange a distribuição de água fica a cargo dos Estados Federativos estipularem verbas para regiões sem acesso à água de qualidade, com canalização de água potável. Assim, os impactos da falta de água serão dirimidos.