Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 08/03/2019

No filme Mad Max: Estrada da Fúria, o diretor George Miller enaltece, por meio de um cenário pós-apocalíptico, o problema da escassez da água e os efeitos da falta de acesso à população da obra. Em concomitância à descrição cinematográfica, a situação da contemporaneidade pode ser assemelhada, devido, principalmente, ao descaso populacional e à falta de investimentos infraestruturais promovidos pelo governo. Logo, são necessárias ações sócio-governamentais de combate à situação vigente.

Primeiramente, o encargo governamental de gerir a fiscalização e a distribuição corretas da água, é iminente e, ao mesmo tempo, deturpado. Os desvios fiscais, a corrupção e o desaparecimento de verbas, são realidade em quase todas as regiões do planeta e acarretam, desse modo, no descrédito da sociedade e a incorporação ao contexto maquiaveliano, o qual afirma que “os fins justificam os meios”. Segundo a Unicef, por exemplo, uma criança morre a cada 15 segundos de doenças relacionadas à falta de água potável, consequência da inadequação no transporte - principalmente às localidades de mais difícil acesso -, causada pelo descaso generalizado.

Além disso, no viés sociológico de Émile Durkheim, as ações sociais são como um corpo biológico: suas partes interagem entre si. Nesse sentido, de acordo com o professor Douglas Rushkoff, tanto as ações individuais quanto as coletivas refletem no funcionamento do corpo social, esse inserido na “cultura do imediatismo”, onde não há a preocupação com o futuro, mas sim, com fins imediatos e, para isso, soluções prontas. Com isso, o legado da crise hídrica é direcionado para as gerações futuras.

Para o ativista Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Por essa razão, cabe às instituições de ensino, em união com o Ministério Ambiental propagarem, através de palestras e propagandas, o contexto da conscientização sobre o recurso limitado e da noção de coletividade para os discentes - com ênfase na utilização controlada da água -, e desse modo propor o aumento da valorização do componente fundamental à vida. Ademais, empresas que têm como função primordial a utilização de água, a exemplo de hidrelétricas, devem investir em políticas de reaproveitamento e distribuição adequados da mesma, para que o acesso seja possível em todas as regiões e, assim, o  progresso virá em prol de manter o cenário fictício apenas nos cinemas.