Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 19/03/2019

Com o surgimento da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1945, esperava-se uma diminuição nas desigualdades entre as nações. No entanto, os casos de escassez de água em determinadas áreas provam o contrário. Com isso, constata-se a inércia da problemática, seja pela negligência dos governos, seja pelo individualismo da sociedade.

É indubitável que a questão estatal esteja entre as causas do problema. Historicamente, o continente africano foi vítima do imperialismo europeu  durante anos por conta de sua riqueza em recursos naturais, usados para abastecer as indústrias da primeira revolução industrial. Nesse contexto, a ação derivou num continente pobre nos tempos contemporâneos, cujo principal problema se reflete nas constantes crises de abastecimento hídrico. Dessa maneira dados da Organização Mundial da Saúde, ao destacar que os europeus utilizam 180 litros de água diariamente a mais do que o africano, destacam o descaso existente entre os países.

Ademais, de acordo com Zygmunt Bauman, a sociedade moderna está inserida num estado líquido, no qual a fluidez dos valores causa a queda das atitudes éticas, criando o individualismo. Nessa perspectiva, o pequeno número de ações voluntárias de captação de doações para auxílio das regiões com escassez de água, demonstra a indiferença de alguns quanto o bem-estar do próximo. Dessa forma, como ocorre no nordeste, a falta de ajuda humanitária do restante da população brasileira, cria um estado sem coesão, fragilizado marcado pela inexistência de alteridade.

Fica claro, portanto, que é imprescindível a ação das potências mundiais na destinação de verbas voltadas para resolver a crise de escassez da água no continente africano, através da busca por aquíferos volumosos para abastecimento da população, a fim de minimizar os danos causados  no passado pela exploração na área. Além disso, as ong’s devem mudar o pensamento individualista das pessoas, por meio do recrutamento para o trabalho voluntário de arrecadar recursos para as áreas de crise hídrica, em busca da coesão da sociedade a e resolução do impasse supracitado.