Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 23/03/2019

A Organização das Nações Unidas (ONU) criou, em 22 de março de 1992, o Dia Mundial da Água, desde então, essa data é destinada a discussões a respeito do uso sustentável desse recurso natural. Entretanto, o debate não será eficiente sem ações concretas que reduzam os impactos da escassez de água já existentes em algumas regiões - África, China, Paquistão e Irã – e para as futuras gerações.             Primeiramente, deve-se ressaltar que a falta de água impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas. De acordo com os dados da ONU, existem 2,1 bilhões de pessoas no mundo sem acesso a uma fonte de água potável, ou seja, esse é o número de indivíduos que não conseguem suprir as necessidades diárias de água de forma segura. O consumo envolve o suprimento da alimentação, higiene, esgoto e instalações sanitárias, e caso a escassez desse recurso não seja diminuído, estima-se que, em 2050, a demanda mundial será 30% maior do que hoje e 3 bilhões de pessoas viverão em áreas com carência hídrica segundo índices da ONU. Dessa maneira, é necessário que medidas práticas e eficientes sejam adotadas, em nível global, para garantir o suprimento sustentável de água de qualidade a todos.

Ademais, é necessário destacar a relação entre a escassez da água e os desastres ambientais ao redor do mundo. Segundo os dados da ONU, 90% de todas as catástrofes naturais têm relação direta com a água, pois esse recurso influencia todos os ecossistemas da Terra e, consequentemente, as mudanças climáticas. Nos últimos 100 anos, entre 60% a 70% das zonas úmidas naturais despareceram devido à atividade humana, de acordo com dados da ONU, provocando a desertificação em algumas áreas e enchentes em outras. Em 2050, 20% da população mundial viverá em áreas ameaçadas por enchente, provocando milhares de mortes e danos econômicos. Sendo assim, é preciso que os recursos hídricos sejam controlados por órgãos ambientais para que os desequilíbrios ecológicos possam ser amenizados.

Diante desse panorama, faz-se necessário que os setores públicos e privados da sociedade coordenem os esforços para investirem em tecnologia e conscientização da população. Por intermédio do uso de técnicas mais eficientes, será possível tratar a água para a reutilização, principalmente na agricultura e, ademais, o incentivo a implementação de cisternas residenciais e isenção de impostos para as pessoas que comprarem produtos com selo de eficiência hídrica resultarão em uma economia a longo prazo. Assim, será possível diminuir os impactos da escassez hídrica global no século XXI.