Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 21/03/2019

O romance “Vidas Secas”, do escritor brasileiro Graciliano Ramos, de 1938, retrata a saída de uma família nordestina, castigada pela seca da região, em busca de melhores condições de vida. Concomitante a isso, não é raro encontrar, atualmente, no Brasil e no mundo, locais que permanecem afligidos pela carência de tal recurso. Assim, nota-se a importância de repensar maneiras para reverter a situação.

É relevante abordar, em primeiro plano, as proporções desencadeadas pela emblemática. De acordo com dados divulgados pela ONU, 15% da população mundial, correspondente a um bilhão de pessoas, sofre com a falta de água. O uso do bem hídrico tornou-se muito mais intenso e desigual em poucas décadas. Segundo a ANA (Agência Nacional de Água), no Brasil, cerca de 70% da água destina-se a agricultura e 20% à indústria, o que evidencia que o desperdício do composto dá-se, dentre outros fatores, pela ânsia de lucros comerciais dos sistemas de produção.

Ainda, muitos obstáculos agravam o cenário. A cultura do desperdício, embasada na falsa premissa de um recurso infinitamente abundante é de extrema preocupação, pois propicia o manejo irracional da sociedade sobre a água. Ademais, os impactos causados na saúde humana e no meio ambiente são catastróficos, visto o aumento contínuo da contaminação de mananciais e cursos hídricos, bem como a ausência de água potável e, até mesmo de saneamento básico, que desencadeia diversas consequências á população.

Logo, a escassez de água ocasiona, não somente um crise quantitativa e qualitativa, em termos de proporção e qualidades, mas também, uma crise social. Portanto, é estritamente necessário uma política de governo que, tanto controle e discipline, de forma mais energética, o consumo consciente, por meio de campanhas publicitárias, que conscientizem o corpo social em relação aos efeitos circunstantes desse contexto, quanto invista em meios de tratamento e reuso dessa substância essencial a vida humana.