Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 21/03/2019

De acordo com a ONU(Organização das Nações Unidas), em uma votação entre os países, foi promulgada em 2010 a resolução 64/292, que concede o direito ao acesso de água limpa para todos os cidadãos, fazendo parte agora dos direitos humanos fundamentais. Contudo, o cenário visto pelos impactos da escassez da água no século XXI impede que isso aconteça na prática, devido não só a violação dos países ao cumprimento das medidas estabelecidas, como também à posterior postura da ONU na fiscalização dos países.

A princípio, em 2010 ficou estabelecido aos países o dever de reduzir o número de pessoas sem acesso à água. Entretanto, os números de redução não aconteceram, mas sim, aumentaram. Em 2010,884 milhões de pessoas sem acesso à água e em 2015, mais de 2 bilhões de pessoas. Dessa forma, deixando clara a ineficácia das estratégias feitas, como a má gestão dos recursos hídricos dos países, ajudando a proporcionar o aumento da exclusão de pessoas com acesso a água. Assim, ressalva-se a importância da fiscalização da ONU aos demais países incluídos em cumprir as metas.

Outrossim, é indiscutível que as medidas de redução de pessoas sem acesso à água, impostas aos países, é algo necessário. Porém, também é necessária a fiscalização de responsabilidade da ONU para o cumprimento da norma. Igualmente deve ser dada a importância da fiscalização, pois tem o papel essencial de avaliar a forma de gestão de cada país, também como ajudar a implementar as melhores soluções. No entanto, a fiscalização teve muitas lacunas, gerando a falta de eficiência na prática.Nesse sentido, tanto os países ,como a ONU pecaram em seus respectivos papeis, impulsionando o aumento na taxa de pessoas sem água, em 2015,a cada 10 pessoas, somente 3 tinham acesso a água.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que os países, em parceria com a ONU, sejam mais rígidos em seus papeis, implementando medidas a curto prazo, como a distribuição de aparelhos capazes de filtrar água, sendo uma forma barata e de grande atingimento populacional, e medidas a longo prazo, explorando as melhores fontes hídricas de cada país, como aquíferos e a despoluição de rios, tendo em todo processo a devida fiscalização. Dessa maneira, o intuito é de resultados rápidos, aumentando a quantidade pessoas com acesso a água,chegando a erradicação nas medidas a longo prazo e respeitando os direitos humanos fundamentais. Ação iniciada no presente é capaz de modificar o futuro de toda a sociedade.

No relatório ‘‘Não deixar ninguém para trás) da ONU, lançado em 2019,a própria conclui, contradizendo o título do relatório, que a água em 2015 ,só está presente no cotidiano de 3 a cada 10 pessoas.

está longe de fazer parte do cotidiano das mais de 2 bilhões de pessoas