Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 30/03/2019
Tales de Mileto, filósofo da Antiguidade, defendeu em vida que tudo é água -é dela que tudo vem e para onde tudo retorna- a água seria, então, a matéria de maior importância na natureza. Entretanto, hodiernamente, a escassez deste recurso já é realidade. Com efeito, a construção de uma sociedade que busca garantir a disponibilidade de água exige a ação do poder público e a mudanças de valores individuais.
Convém ressaltar, a princípio, que a negligência estatal inviabiliza a qualidade de vida de muitas pessoas no mundo inteiro. Para a ONU, o acesso à água é um direito universal, no entanto, substancial parcela da humanidade, principalmente regiões de vulnerabilidade econômica, já não tem acesso a água potável. Isso reflete o que filósofo Zigmunt Baumam chamou de Instituições Zumbi. Segundo ele, o termo refere-se àquela instituição que, apesar de sua existência preservada, não cumpre seu papel, tal qual os Estados.
Ademais, o desprestígio à preservação ambiental pode enfatizar a crise hídrica em pouco tempo. Na letra de Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, é demonstrada a realidade da seca:” Nem um pé de plantação, por falta d’água perdi meu gado, morreu de sede meu alazão”. Essa conjuntura, configura-se tipicamente no semiárido, contudo, de maneira análoga as populações de outras regiões podem sofrer com escassez, isso, devido aos impactos antrópicos como o desmatamento da Amazônia que causou, recentemente, estiagem em São Paulo. Nesse cenário, se nada mudar não será possível usufruir do recurso em gerações futuras .
Faz- se necessário, portanto, que crença DE Tales não seja desconsiderada. Desse modo, é imprescindível, que o poder público e as organizações internacionais proporcionem acesso à água por meio de ações efetivas de saneamento e canalização, visando garantir a qualidade de vida. Também, a comunidade escolar deve, urgentemente, instituir campanhas de conscientização, utilizando da educação acerca dos impactos humanos no intuito de minimizar os prejuízos causados. Só assim, se garantirá a vida.