Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 02/04/2019

A sociedade do século XXI vive uma das mais rigorosas escassezes de água de toda a história da humanidade e isso se dá, de modo geral, devida a imprudência e a inconsciência das pessoas no uso devido da água. Além disso, ações antrópicas aceleram o processo natural dos ciclos biogeoquímicos da terra e ele traz consigo consequência que vai além da falta de água, mas a presença volumosa dela, dentre outros problemas ecológicos, como frio e calor extremos. Portanto, é essencial o discurso de Mahatma Gandhi para a consciência humana: “temos de nos tornar a mudança que queremos ver”.

Em primeiro plano, é essencial lembrar que, diante do Artigo 6° da Constituição de 1988, a água é um recurso essencial à vida e que é para cada cidadão por direito. Apesar do direito Constitucional do acesso à água potável, vários fatores influenciam na distribuição dela e, geralmente, os mais prejudicados são os pobres. Desse modo, é possível entender que, apesar do Brasil ter um dos maiores aquíferos subterrâneos e rios volumosos do mundo, o direito à água é uma condição política e social e, infelizmente, ela é segregada para, primeiramente, ser distribuída para a classe média-alta brasileira. Por outro lado, é essencial dizer que, por causa da poluição do ar, rios e lagos e do desmatamento da Amazônia, o ciclo da água é alterado, por exemplo: o desastre das barragens de Mariana e Brumadinho contaminaram suas águas dos rios e tornaram-as impróprias para o consumo e para a vida.

Sendo assim, pode-se dizer que, diante a imprudência humana e a ganância pelo capital, os recursos naturais são modificados e afetam no dia a dia de todos. Por isso, com o rompimento das barragens em Minas Gerais, além de mudar a qualidade da água, ocasionaram desastres grotescos: milhares de árvores, animais e pessoas morreram e, consigo, levaram a biodiversidade desses lugares, tornando um lugar inóspito e desertificado de vida. Em outra perspectiva, o desmatamento na floresta Amazônica é codificado por ações não naturais e, mais uma vez, desequilibra o meio ambiente: as chuvas do Centro-Oeste e Sudeste brasileiros são causados devido a evapotranspiração das árvores Amazônicas e, sem elas, limita a precipitação nessas regiões e interfere nesse recurso essencial à vida: a água.

Em virtude dos fatos mencionados, é essencial salientar que o uso consciente da água contribui para ela não se tornar escassa. Em primeiro lugar, o Ministério do Meio Ambiente deve avaliar as condições das mineradoras para que se previna mais rompimentos de barragens e não colocar mais em rico outras vidas. Depois, o Legislativo deve criar uma lei de punição de 30 anos para quem cometer crime na natureza, possibilitando o IBAMA de controlar as queimadas e derrubadas de árvores na Amazônia  e as empresas de mineração para que não haja interferência nos recursos naturais e consequências para os ecossistemas, havendo respeito aos ciclos biogeoquímicos e à vida para todos.