Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 02/04/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um ser se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando são observados os impactos da escassez de água no século XXI, hodiernamente, este ideal Iluminista é teórico e não utilizado na prática. Sem água, nenhum ser vivo que já existiu poderia existir, tão logo aqueles que iriam existir poderiam vir ao mundo, por isso, a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do mundo. Neste sentido, convém analisar-se as principais consequências de tais posturas negligentes para a sociedade.
É indubitável que a questão política e sua aplicação no mundo estejam entre as causas do problema. Em 2018, a média de água consumida por pessoa diariamente em cada pais evidencia um grande problema, no Canadá a média atingiu 600 litros, já na África foram registrados apenas 20 litros. Segundo o filosofo Iluminista Rousseau, as leis são sempre úteis aos que tem posses e nocivas aos que nada tem. De certo, pode-se perceber que tal pensamento recai sobre a atual situação mundial, haja vista que, a imobilidade política de países ricos no que tange à ajuda humanitária e de recursos humanos para com países pobres só piora a atual situação.
Outrossim, destaca-se a desvalorização na economia da água como impulsionador do problema. De acordo com o filosofo Voltaire, nunca qualquer floco de neve se sentiu responsável por uma avalancha. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que, a base da sociedade tanto moderna quanto antiga é a água, tudo foi desenvolvido usando ela, direta ou indiretamente. Por consequência, uma sociedade não se sustenta sem a valorização da mesma, porém, o desperdício excessivo de água realizado por cada indivíduo destrói gradativamente a base que construiu e sustenta a sociedade, e se assim continuar, é provável que no ultimo desperdício de um floco de neve, uma avalancha aconteça.
É indubitável que ainda há entraves par garantir a solidificação de políticas que visem diminuir a escassez de água no mundo. Destarte, a ONU (Organização das Nações Unidas) deve realizar assembleias com os países mais ricos, afim de criar uma rede de compartilhamento de água potável com países mais pobres, promovendo a base necessária para que a sociedade se sustente. Como já dito pelo filosofo Kant, é no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade. Logo, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação) deve sugerir instituir na base curricular de países pobres e ricos palestras ministradas por psicólogos que discutam o combate a escassez de água no século XXI, a fim de que cada floco de neve se conscientize para que a sociedade se sustente e tenha progresso.