Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 15/04/2019

“Pedi pra chover, pra ver se nascia uma planta no chão.” O enredo da música “Vida do viajante”, de Luiz Gonzaga, narra o sofrimento do sertanejo pela falta de água. De maneira análoga, a música pode ser contextualizada hodiernamente, uma vez que a escassez hídrica provoca impactos adversos na população do século XXI. Nesses termos, é imprescindível analisar essa mazela, não só por um contexto social, mas também por uma perspectiva econômica.

Decerto, a ausência de água é um problema atemporal em algumas regiões do Brasil, como o sertão nordestino. Esse fato persiste porque apesar de haver projetos que visam minimizar os efeitos provocados por essa adversidade natural, a exemplo a transposição do rio São Francisco, ainda não há resultados satisfatórios. Em decorrência disso, a migração forçada causada pela seca é um impasse persistente, já que ainda no século XX Rachel de Queiroz retratou esse fato social no livro " O quinze". Nessa óptica, pensar que a nação evoluída diante da ínfima assistência de políticas públicas é uma visão ingênua e míope.

Outrossim, compreende-se que o problema fica ainda mais danoso quando se explicitam as sequelas advindas da falta de responsabilidade. Exemplo disso é que o uso exacerbado de água provocou na região de São Paulo, em 2015, uma grave crise hídrica. Isso acontece decisão a uma má formação educacional dos indivíduos, pois no âmbito familiar, muitas vezes, associa-se o desperdício desse recurso apenas ao custo financeiro, enquanto as escolas realizam campanhas de prevenção ambiental restritas a um período do ano. Como consequência disso, a água tem se tornado cada vez mais rara, de modo a transformar-se em uma espécie de “ouro branco” do século XXI. Logo, é preciso uma intervenção imediata para que os impactos relatados na música citada sejam apenas fontes históricas.

Portanto, para que se alcance “Ordem e Progresso”, lema nacional, é preciso reduzir os impactos provocados pela escassez de água. Com isso, é urgente que estudantes universitários exijam do Ministério Público maiores investimentos em ações preservacionistas, como da ONG Projeto Água a qual vida demonstrar que é possível associar desenvolvimento sustentável a qualidade de vida. Essa empreitada social, deve acontecer por intermédio de uma pauta no STF, mediante assembleias participativas, com a finalidade de expandir esses programas para que o tema dissertado alcance um público maior.