Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 24/04/2019

Tales de Mileto, filósofo grego nascido em 595 a.C., dizia que a água era o princípio de todas as coisas. Entretanto, mais de vinte e cinco séculos depois os seres humanos se vêem diante de uma grande escassez hídrica. Em frente a essa conjuntura, medidas devem (ou deveriam) ser tomadas para que as pessoas conscientizem sobre os impactos da escassez de água no século XXI.

Em primeiro plano, de acordo Monteiro Lobato, um país é feito de homens e livros. Segundo ele, assim como Paulo Freire, a educação tem o poder de mudar visões e costumes que levam ao uso excessivo da água. Com isso, a redução da crise hídrica pode ser remediada por meio de medidas educadoras.

Além disso, é salutar frisar que, para diminuir os impactos da crise hídrica, são necessários a conscientização e relativismo cultural. Consoante Zygmund Bauman, em uma sociedade pós-moderna, as relações entre os indivíduos são mais aceleradas e fluídas. Para acompanhar esse ritmo frenético, os recursos hídricos começaram a ser tratados em segundo plano.

Em síntese, é inquestionável a necessidade de políticas públicas e sociais a fim de contornar a situação. Inicialmente, cabe ao governo, por meio dos Ministérios do Meio Ambiente e Cultura a realização de palestras, peças e propagandas de modo que mostre às pessoas a grandiosidade e importância da água.

Ademais, o Ministério da Educação, em conjunto com a família, deve educar as crianças para que cresçam com consciência e que não desperdicem água, de forma que o princípio de tudo, apontado por Tales de Mileto, seja mantido e usado com prudência.