Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 13/05/2019

A água é um recurso natural renovável abundante, que ocupa aproximadamente 70% da superfície do nosso planeta. No entanto, 97% desta água é salgada e, portanto, imprópria para o consumo. Menos de 3% da água do planeta é doce, das quais 2.5% está presa em geleiras ou em aquíferos subterrâneos de difícil acesso humano. Sendo assim, é um bem precioso para a humanidade, que em sua vez, não sabe da importância da mesma e o quão mal a falta dela poderia ser para as gerações futuras.

Segundo a ONU(organização mundial da saúde)o Brasil é o país do mundo que possui maior quantidade de água doce, com 12% do total existente no planeta. É mais que todo o continente europeu ou africano, por exemplo, que detêm 7% e 10%, respectivamente. É também, segundo a mesma, o 2º país do mundo que mais gasta água, perdendo apenas para os EUA, tendo um consumo per capita por dia de 187 litros. Inclusive, um dos estados mais importantes do Brasil na região sudeste, são paulo, passou uma enorme crise hídrica em  julho de 2014, o volume útil da Cantareira(reservatório), que atende 8,8 milhões de pessoas na Grande SP, esgotou. Com o esvaziamento do reservatório e as previsões pessimistas de falta de chuva, São Paulo se afogou na maior crise hídrica dos últimos 80 anos.

A Califórnia vive uma crise de água parecida com a de São Paulo. Ao longo de 2013, choveu por lá um terço da água que caiu em São Paulo nos seis primeiros meses de 2014. Chegou um ponto em que o governo declarou estado de emergência e começou a tomar medidas para preservar os recursos e evitar desperdício. Os cidadãos entraram num regime de economia de água. Quem for flagrado em situações de desperdício, como lavar calçada com mangueira ou deixar a irrigação do jardim ligada o dia todo, terá que pagar uma multa de 500 dólares.

Sendo assim, é preciso que os governos priorizem a preservação da água, assegurando  que todas as faixas de renda e consumo tenham acesso à água, mesmo em situações de rodízio ou racionamento. Consumidores de maior poder aquisitivo ou grandes empresas podem buscar alternativas, como perfurar poços ou comprar caminhões-pipa. Em tempos de crise, é preciso criar mecanismos de divulgação como por exemplo, nas escolas (palestras, trabalhos) propagandas de redução do desperdício na tv ,dando dicas para a captação da água da chuva, banhos mais rápidos, entre outros. Cuidar das florestas, despoluir os rios, seriam outros meios também, de evitar a falta d’aguá.