Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 10/05/2019

Em meados de 2014, o estado de São Paulo sofreu uma grave crise hídrica, que se prolongou durante meses. Com isso, a Sabesp optou por um rodício no racionamento de água, causando indignação, transtorno, e protestos por parte da população afetada. Hodiernamente, esse episódio nos remete à uma ideia clara sobre os diversos impactos de uma crise hídrica. Nesse contexto, não há dúvidas de que a escassez de água é um problema real o qual ocorre, infelizmente, devido a má administração governamental, mas também ao mau uso da sociedade.

A Lei de Diretrizes  Nacionais para o Saneamento Básico garante que todo cidadão brasileiro deve contar com esgotamento sanitário, coleta e tratamento de lixo, drenagem de águas pluviais e fornecimento de água. Entretanto, logo se verifica o descaso que o governo tem com essa lei, à medida que anualmente vários reservatórios atingem seu volume morto, afetando não só a população de forma direita, como indireta, por meio do mau funcionamento de hospitais, corpo de bombeiros e escolas.

Outrossim, o desperdício de água dá sociedade ainda é um grande impasse à resolução de impactos gerados pela escassez de água. Tristemente, o mau uso desse líquido vital para nós humanos é um reflexo da ilusão que crises como a que atingiu São Paulo não vai se repetir, ou nunca vai acontecer conosco. No entanto, é preciso mostrar às pessoas que por mais abundante em água o Brasil, ainda podemos ser atingidos por uma crises hídrica. Assim uma mudança de perspectiva da sociedade é fundamental para ultrapassar essa barreira que é o uso sem consciência.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério das Cidades criar um projeto para ser desenvolvido nos municípios o qual promova palestras e direcionamento à população a respeito da importância e impactos da falta de água - uma vez que ações coletivas tem um poder transformador - a fim de que conscientizem-se.