Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 10/05/2019
É importante tratar sobre as consequências que a carência de água tem ocasionado atualmente por que a maioria dos governos mundiais, especialmente os que ainda possuem reserva estável de água – a exemplo do Brasil-, não asseguram a sua população uma proteção adequada do recurso – ao contrário, intensificam a escassez com ações industriais extremamente abusivas -, o que é muito perigoso, pois os reflexos que o déficit de água pode causar são gigantescos. Nessa perspectiva, lamentavelmente, apresenta-se como principal impacto da escassez de água no século XXI o déficit de água potável, o qual, devido a uma série de fatores, colabora para uma significativa condição de miséria, detestável e prejudicial - nos âmbitos sociais, políticos e econômicos-, que, porém, pode ser evitada com as medidas de segurança Estatal corretas.
Em primeiro plano, segundo a ONU, Organização entre países de todo o mundo que tem por objetivo apaziguar os problemas da humanidade e é extremamente importante em um âmbito global, afirma que a água é um direito social de todos os indivíduos - assim como a vida, saúde, educação e moradia – e que a sua falta causa uma diminuição de água potável que, consequentemente, expõe a população a infecção de doenças e diminui a sua expectativa de vida. Dessa forma, resultando, segundo a organização, em uma condição de miséria, em que todos os países estão sujeitos se não atentarem para promoção de um meio de segurança do recurso.
Em segundo plano, a supracitada miséria não prejudica somente a sociedade – à medida que diminui suas chances de sobrevivência frente a baixa qualidade de água -, mais também a política de uma nação, tendo em vista que o seu órgão gerenciador, o Estado, tem por função, segundo o importante filósofo iluminista, Thomas Hobbes, defender os interesses da população (sendo o acesso a água de qualidade é um deles) e à medida que ele fracassa esta pode, legalmente, se revoltar – que é o mais provável que ocorra; como na Venezuela, quando houve uma falta generalizada de água e os cidadãos foram as ruas se posicionar contra o seu governo. Além desses, impactos no âmbito econômico, já que cerca de 22% do consumo mundial de água é direcionado as Indústrias, segundo a FAO. Reforçando assim a necessidade de uma reorganização dos meios disponíveis para a proteção hídrica.
Diante do exposto, é dever do Estado, principalmente dos países em que a água ainda é abundante, como o Brasil, se precaver dos impactos que a escassez de água pode ocasionar, por meio de uma segurança hídrica ampla - com galerias pluviais utilizadas como meio de guardar as águas provenientes das chuvas, bem como o desenvolvimento e ampliação de barragens e sistemas adutores - para assim, evitar as consequências que a falta de água pode ocasionar e promover a paz e a prosperidade social, política e econômica nacional de forma sustentável.