Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 13/05/2019
“A água é matéria e matriz da vida, mãe e meio. Não há vida sem água", o cientista húngaro Albert Szent-Gyorgyi disse e resumiu o pensamento dos ambientalistas. Porém, em um contexto social-histórico onde, com a Revolução Industrial, o mundo globalizado está focado em desenvolvimento a qualquer custo, a sociedade atual ignora o ensinamento do cientista húngaro. Isso, no entanto, nos levanta a seguinte pergunta: até que ponto a escassez de água pode causar impactos na sociedade brasileira no século XXI?
Com base em pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), o maior gasto de água do país concentra-se nas indústrias automobilistas e pecuaristas, sendo aí dispersadas um monte muito superior ao uso doméstico da água. Por conseguinte, o uso indiscriminado pode levar a uma escassez que afetará as principais industriais de comércio nacional e internacional do Brasil, afetando a economia do país como um todo.
Nessa perspectiva, mais da metade da população já sofre com a falta de saneamento e, no caso da região nordeste, da seca, que impede que populações carentes tenham acesso a água potável e segura. Paralelamente, a sociedade brasileira não tem consciência que o desperdício da água pode e já causa impactos que afetam a saúde de comunidades inteiras.
Dessa forma, temos uma sociedade e um Estado que omitem que só a vida com água. É preciso, portanto, que o governo invista em pesquisas das universidades públicas que viabilizem o acesso a água potável e ao saneamento básico de forma segura e barata para que a população mais afetada tenha acesso. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente deve cobrar das grandes indústrias o uso consciente e responsável dos recursos hídricos, fazendo valer a obrigatoriedade que a empresas apresentem um plano sustentável de administração dos recursos hídricos. A partir disso, o Estado conseguirá evitar os impactos da escassez de água no Brasil.